Bom@dia,boa tarde,boa noite!! Quando eu falo sobre trabalhar com peptídeos isolados em situações de cicatrização, não significa que eu seja contra os blends. Blends podem ser muito práticos, principalmente quando o objetivo é reduzir o número de aplicações. Mas quando estamos falando de tratamento e de uma terapia experimental, eu gosto de entender a sinalização e acompanhar a resposta do organismo em cada etapa.
A inflamação inicial faz parte da cicatrização. Neutrófilos e macrófagos participam da defesa e da limpeza do ambiente lesionado antes e durante a transição para o reparo tecidual.
E aqui existe um dado interessante sobre o KPV.
Em um estudo experimental em camundongos, o tratamento sistêmico com KPV reduziu significativamente o acúmulo de leucócitos polimorfonucleares no local inflamado, população constituída predominantemente por neutrófilos.
Isso significa que KPV ou Klow causam infecção em feridas? NÃO.
Não temos evidência para afirmar isso.
Mas existe um ponto de interrogação: será que modular essa resposta muito precocemente pode interferir em uma etapa importante da cicatrização em determinadas situações?
Ainda não sabemos.
E é justamente diante desses pontos de interrogação que eu prefiro cautela, individualização e acompanhamento da sinalização do organismo.
Terapia experimental exige raciocínio, não apenas protocolo. Se liga se cuida!!
Referência:
Getting SJ, Schiöth HB, Perretti M. “Dissection of the anti-inflammatory effect of the core and C-terminal (KPV) alpha-melanocyte-stimulating hormone peptides.” Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics. 2003;306(2):631–637. PMID: 12750433. (PubMed)
Ursula Domingues - Se Liga Se Cuida
Se Liga Se Cuida - O meu objetivo é alertar e ajudar pessoas que abriram mão de tudo na vida por causa de outras pessoas, e hoje não sabem por onde recomeçar.
Se conseguimos proteger experimentalmente um neurônio contra uma determinada toxicidade provocada por um fragmento da própria PrP, será que existe um caminho de neuroproteção que ainda precisa ser investigado nas doenças priônicas?Foi a partir dessa pergunta que continuei estudando.
Cheguei também ao SS31, Cerebrolysin e Dihexa.Para esses três, não encontrei estudos demonstrando ação específica sobre a PrP ou eficácia em CJD. O que me chamou a atenção foram seus mecanismos.
O SS31, pela preservação da função mitocondrial e energética.
O Cerebrolysin, pela sinalização neurotrófica e neuroprotetora.
O Dihexa, pelos estudos experimentais envolvendo plasticidade, espinhas dendríticas e formação de novas conexões sinápticas.
São mecanismos diferentes, mas que me levaram à mesma pergunta:será que alguma dessas sinalizações poderia ajudar os neurônios que ainda estão vivos a resistirem por mais tempo?Ainda não sabemos.Também não sabemos se isso seria suficiente para modificar a velocidade de uma doença tão agressiva.
Mas, diante de uma doença para a qual ainda não existe uma terapia capaz de interromper sua progressão, estudar maneiras de preservar a função neuronal e, quem sabe, ganhar tempo até que um tratamento esteja disponível é uma hipótese que merece investigação.E é exatamente assim que eu trabalho com peptídeos. Eu não começo pelo nome de um peptídeo.Eu começo pelo problema.
Estudo o mecanismo da doença, procuro onde a célula está falhando e, então, investigo quais sinalizações peptídicas conversam biologicamente com aqueles mecanismos.Depois vem a parte mais importante: procurar a evidência e entender até onde ela realmente permite chegar.É justamente por ainda existirem tantas perguntas sem resposta que falamos em terapia experimental com peptídeos.Não é promessa de cura.
É pesquisa, mecanismo, hipótese e a busca por novos caminhos.
E, enquanto houver caminhos para estudar, existe motivo para continuar procurando. Se liga se cuida!!
🧬Sponne I, Fifre A, Koziel V, Kriem B, Oster T, Pillot T. Humanin rescues cortical neurons from prion peptide induced apoptosis. Molecular and Cellular
Bom dia, boa tarde, boa noite!!
Por acaso você está no efeito platô? Já aumentou a dose da sua caneta emagrecedora e, mesmo assim, não consegue mais emagrecer?
Então vale a pena conhecer o REDEFINE 1.
Esse estudo avaliou a associação de semaglutida + cagrilintida, duas moléculas que trabalham com sinalizações diferentes e complementares de saciedade.
A semaglutida atua na via do GLP 1. Já a cagrilintida é um análogo da amilina.
Isso é interessante porque, em vez de empilhar medicamentos que compartilham a sinalização do GLP 1, como acontece quando pessoas associam por conta própria semaglutida, tirzepatida, liraglutida ou retatrutida, estamos falando de trabalhar duas vias diferentes de controle da ingestão alimentar.
E o que temos observado na prática?
Algumas pessoas que estavam há meses no efeito platô voltam a perder peso quando a cagrilintida é acrescentada à estratégia.
Importante: o REDEFINE 1 não estudou a cagrilintida especificamente para quebrar o efeito platô, e não temos evidência para afirmar que ela seja um tratamento para isso. Essa é uma observação da prática clínica.
Uma possível explicação é justamente a complementaridade das sinalizações: GLP 1 de um lado e amilina do outro, convergindo para aumentar saciedade e reduzir a ingestão alimentar.
No REDEFINE 1, a associação de cagrilintida + semaglutida alcançou redução média estimada superior a 20% do peso corporal, mas os eventos gastrointestinais foram frequentes. Por isso, tolerabilidade e titulação precisam ser consideradas.
Converse com o profissional que acompanha seu tratamento. Jamais faça associações ou aumente doses por conta própria.
Se liga se cuida!!
Bom dia,boa tarde,boa noite! A Urolitina A é uma substância que vem chamando cada vez mais atenção quando falamos de saúde mitocondrial e envelhecimento saudável.
Um dos seus mecanismos mais interessantes é a mitofagia, um processo de controle de qualidade em que a célula identifica e elimina mitocôndrias danificadas. É como uma “faxina mitocondrial”, ajudando a preservar um ambiente celular mais saudável.Hoje já encontramos estudos investigando a Urolitina A em diferentes áreas, incluindo função muscular, desempenho físico, metabolismo, envelhecimento, saúde intestinal, função mitocondrial e, mais recentemente, queda de cabelo.
O estudo que trouxe neste vídeo é:
“Urolithin A improves mitochondrial dysfunction induced by oxidative stress in human dermal papilla cells” Kwon I. et al.BMB Reports, 2026.
Os pesquisadores estudaram células humanas da base do folículo capilar e observaram que a Urolitina A melhorou a função mitocondrial, protegeu essas células do estresse oxidativo e ativou sinais relacionados ao crescimento do folículo.
E o resultado que chamou ainda mais atenção: na avaliação clínica ,houve aumento do volume da raiz do cabelo e redução da queda dos fios.
É um estudo inicial e ainda precisamos de pesquisas clínicas maiores, mas é uma linha extremamente interessante para quem trabalha com saúde do cabelo. Se você está tratando queda de cabelo, converse com o profissional que acompanha o seu tratamento sobre a Urolitina A e sobre a possibilidade de uma formulação tópica.
E podem esperar: vou trazer todos os outros estudos relacionados às várias outras questões que vêm sendo pesquisadas sobre esse maravilhoso suplemento, e que já faz parte dos protocolos nas minhas consultorias.
Ciência, estudo e individualização sempre.
Se liga se cuida!!!
Bom dia,boa tarde,boa noite! O GHK Cu é maravilhoso e pode promover um verdadeiro rejuvenescimento da pele. Melhora textura, firmeza e suaviza linhas e rugas.
Mas existe um limite para sua ação.
GHK Cu não é cirurgia plástica e não substitui tratamentos estéticos.
À medida que envelhecemos, não é somente a pele que muda. Existem várias camadas e estruturas envolvidas, como gordura, fáscias, ligamentos e musculatura. O GHK Cu atua principalmente por sinalizações relacionadas à remodelação da matriz extracelular da pele. Ele não faz o reposicionamento mecânico das estruturas profundas da face.
Esse antes e depois mostra exatamente isso: após 12 semanas, houve uma melhora muito bonita na pele e na aparência das rugas, mas elas não desapareceram.
GHK Cu é um complemento incrível. O problema é quando vendem a promessa de um resultado que ele não pode garantir.
Conheça o potencial do peptídeo, mas também entenda seus limites.
GHK Cu não é mágica. É biologia.
Se liga, se cuida!
Bom dia,boa tarde,boa noite!! Não basta saber o que um peptídeo faz. Precisamos entender como ele sinaliza e por quanto tempo seus efeitos podem permanecer. Qual é a meia vida plasmática? Por quanto tempo ele pode ser detectado? Por quanto tempo permanecem os efeitos biológicos desencadeados por ele?
Essas coisas não são necessariamente iguais.
Um peptídeo pode desaparecer rapidamente do plasma e continuar produzindo respostas celulares. Outros têm ação muito mais prolongada. No GHK Cu, por exemplo, estudos celulares acompanham efeitos biológicos em janelas de até 72 horas.
Por isso eu questiono tanto os protocolos prontos:
“Usa 5 dias e para 2.”
Por quê? Qual é o fundamento dessa pausa? Qual é o objetivo? Por que o mesmo calendário serviria para situações diferentes?
Peptídeos ainda são uma terapia experimental e, para muitos deles, temos evidência humana limitada. Por isso precisamos juntar o que existe na literatura com aquilo que vem sendo observado na prática, sem confundir uma coisa com a outra.
Por que esse peptídeo?
Por que essa frequência?
Por que essa pausa?
Quem desenhou o protocolo precisa saber explicar.
Protocolo precisa fazer sentido. Não é simplesmente copiar um calendário.
Se liga se cuida!!!
Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Esses dois estudos mostram uma interação experimental muito interessante entre o BPC 157 e o tratamento com corticoide.E aqui existe um ponto importante: não estamos falando em substituir o corticoide pelo BPC 157. Quando existe indicação para o uso do corticoide, ele cumpre sua função terapêutica, principalmente pelo seu potente efeito anti inflamatório. Porém, dependendo da situação, o corticoide também pode prejudicar etapas importantes do processo de cicatrização e reparo tecidual.É justamente aí que esses estudos chamam a atenção para o BPC 157 como uma possível terapia adjuvante. Nesses estudos, o corticoide continua cumprindo sua indicação terapêutica e, experimentalmente, o BPC 157 aparece como uma possibilidade de favorecer o reparo tecidual que pode ser prejudicado pelo corticoide.
É uma luz? Sim. Aponta para um caminho muito interessante? Sim. Mas precisamos lembrar que esses dois estudos foram realizados em animais.
Por isso, se você precisa utilizar corticoide e está preocupado com a recuperação de uma lesão muscular ou tendínea, converse com o profissional que acompanha você sobre esses estudos e sobre essa possibilidade experimental.
Se liga se cuida!!
REFERÊNCIAS ⤵️
➡️Pevec D. et al. Impact of pentadecapeptide BPC 157 on muscle healing impaired by systemic corticosteroid application. Medical Science Monitor. 2010;16(3):BR81–88.
PMID: 20190676.
➡️Krivic A. et al. Achilles detachment in rat and stable gastric pentadecapeptide BPC 157: Promoted tendon to bone healing and opposed corticosteroid aggravation. Journal of Orthopaedic Research. 2006;24(5):982–989.
PMID: 16583442.
REFERÊNCIAS ⤵️
1. Pyo HK et al., 2007
The effect of tripeptide copper complex on human hair growth in vitro.
Archives of Pharmacal Research. 2007;30(7):834–839.
PMID: 17703734 | DOI: 10.1007/BF02978833
Estudo com AHK Cu em folículos capilares humanos em cultura. Demonstrou aumento do alongamento folicular e da proliferação das células da papila dérmica.
2. Fan C et al., 2026
Overview of Short Peptides for Hair Loss.
Biomedicines. 2026;14(4):864.
PMID: 42072405 | DOI: 10.3390/biomedicines14040864
Revisão das evidências sobre peptídeos para queda capilar, incluindo AHK Cu e GHK Cu.
AHK Cu ou GHK Cu?
Ainda não temos um estudo comparando diretamente AHK Cu e GHK Cu para determinar qual é superior para cabelo.
Hoje temos uma literatura muito mais ampla sobre o GHK Cu. O AHK Cu possui evidência experimental importante para o folículo capilar, mas ainda faltam estudos para conhecermos toda a extensão de suas ações.
Na minha prática, continuo escolhendo o GHK Cu. Nunca utilizei AHK Cu, não porque considere um peptídeo ruim, mas pela diferença na quantidade e amplitude das evidências disponíveis.
O GHK Cu possui evidências envolvendo cabelo e atividade folicular, mas também pele, fibroblastos, colágeno, matriz extracelular e reparação tecidual.
A pergunta que ainda falta responder é: o AHK Cu também possui toda essa amplitude de ação?
Ainda não sabemos.
Por isso, diante das evidências disponíveis hoje, minha escolha continua sendo o GHK Cu.
Se liga se cuida!!
Você sente uma dor que vai e volta na parte inferior esquerda do abdômen durante a terapia com peptídeos?
Esse é um relato que tenho recebido com bastante frequência.
Muitas pessoas descrevem um incômodo exatamente na região do cólon sigmoide, próximo à crista ilíaca esquerda. Em alguns casos, essa dor parece até irradiar para a lombar.
Até o momento, não existe um estudo comprovando por que isso acontece. Mas uma das hipóteses fisiológicas é que peptídeos que interferem na motilidade intestinal possam deixar o trânsito intestinal mais lento em algumas pessoas. Com isso, as fezes permanecem mais tempo no cólon sigmoide e os gases produzidos naturalmente pela microbiota também demoram mais para serem eliminados. Essa combinação pode distender a parede do intestino e gerar esse desconforto.
Essa hipótese pode ajudar a explicar relatos não apenas em pessoas que usam canetas emagrecedoras, mas também em usuários de outros peptídeos que podem interferir na motilidade intestinal, como o Klow.
Importante: essa é apenas uma das possíveis explicações fisiológicas. Ainda não há estudos demonstrando que esse seja o mecanismo responsável por essa dor em usuários de peptídeos.
Se você sentir esse tipo de incômodo, relate sempre ao profissional que acompanha o seu tratamento. Dor recorrente merece ser observada e avaliada no contexto de cada pessoa.
Enquanto isso, deixo duas estratégias que costumo orientar na prática:
• Faça uma caminhada de 10 a 15 minutos após as refeições para estimular a motilidade intestinal.
• A técnica do stomach vacuum também pode auxiliar a motilidade intestinal. Essa é uma dica baseada na minha experiência prática ao longo de muitos anos.
Se a dor for intensa, persistente ou vier acompanhada de febre, vômitos, sangue nas fezes ou alteração importante do funcionamento do intestino, procure avaliação médica.
Você já sentiu esse incômodo? Se liga se cuida!!
Bom dia, boa tarde, boa noite! Hoje quero mostrar mais uma vez como era o meu cabelo antes de começar a terapia experimental com o klow e relembrar um pouco da minha história. Em 2014 fiquei muito doente e precisei fazer um tratamento com radiação. Meu cabelo caiu e nunca mais voltou a crescer com o mesmo volume. Os médicos já haviam me alertado que isso poderia acontecer, porque a dose de radiação foi muito intensa. Eu nunca reclamei, porque o mais importante era estar viva, e graças a Deus estou. Esse era o verdadeiro objetivo do tratamento. Por isso, nunca imaginei que um dia voltaria a ter o cabelo como antes. Quando comecei a estudar e utilizar peptídeos, iniciei uma terapia experimental com o Klow . Na época, meu objetivo era aliviar as dores causadas pelas hérnias, porque eu ainda não entendia que, para algumas condições, o ideal é utilizar peptídeos isolados. O klow não melhorou minhas dores, mas aconteceu algo completamente inesperado: meu cabelo começou a mudar. Nas primeiras seis semanas eu achei que nada estava acontecendo. Até que, de repente, ele começou a crescer mais forte, mais encorpado e com muito mais volume. Foi uma transformação que eu jamais esperava viver. Para mim, isso mostrou que, em determinadas situações, o organismo pode voltar a receber sinais biológicos capazes de favorecer processos de recuperação que pareciam improváveis. Não estou dizendo que isso vai acontecer com todo mundo e nem que o klow recupera cabelo. Estou apenas compartilhando a minha experiência pessoal. O que mais me impressiona nessa história não é o Klow em si, mas o potencial da sinalização promovida pelos peptídeos. Algo que eu acreditava que nunca mais aconteceria acabou acontecendo. Hoje, olhando para trás, sinto que meu cabelo voltou a ter a força, o volume e a aparência que eu tinha por volta dos 20 anos. É por isso que sou tão apaixonada por esse universo e dedico tantas horas da minha vida ao estudo dos peptídeos, da ciência e da medicina regenerativa. Se liga se cuida!!
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