Espaço Musas

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Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Espaço Musas, Clube desportivo, Rua do Bonjardim, 998, Porto.

Associação desportiva, com particular incidência no xadrez, que visa a promoção do convívio e da criação cultural livre, além da criação e promoção de hortas biológicas e projetos afins, de uso exclusivo dos seus associados.

Photos from Espaço Musas's post 29/08/2026

PALESTRA DE JOSÉ MARIA CARVALHO FERREIRA NO MUSAS: "A Miséria da Espécie Humana nas Sociedades Contemporâneas"

Decorreu no Musas, sábado, dia 22 de agosto, uma palestra de José Maria Carvalho Ferreira subordinada ao tema "A Miséria da Espécie Humana nas Sociedades Contemporâneas" (Do Homus Realis ao Homo Virtualis).
No seu estilo discursivo muito peculiar, o palestrante, aludindo à dependência dos artefactos tecnológicos atuais, advogou a «virtualização da espécie humana (...) nos domínios dos sistemas económico, político, social e cultural» a partir do período que ele apelidou dos «trinta gloriosos anos do capitalismo (1945-1975)», o que provocou «uma mudança radical na condição-função humana de miséria nas sociedades contemporâneas, com predomínio na sua mente e psique em detrimento do físico».
Crítico feroz da civilização judaico-cristã que nos conduziu até ao desastre dos dias de hoje, coloca como uma possibilidade, embora ténue, a emergência de uma sociedade de emancipação e anarquia.
Professor catedrático aposentado do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, a presença do palestrante era por si só um acontecimento, dada a história fascinante da sua vida, que ele próprio recordou na palestra. «Começou a trabalhar no campo desde os 11 anos de idade, depois de acabar o ensino básico em 1957. Trabalhou ainda em cafés, pedreiras e cerâmica de tijolos. Aos 13 anos de idade sai de Bogarréus [concelho de Alenquer] e vai residir para Lisboa. Nesta cidade trabalhou como empregado de café, drogaria e mecânico. (...)
Em Abril de 1970 emigrou para França (...). Aí trabalhou, mais uma vez, como mecânico. Iniciou os estudos em Economia Política na Universidade de Paris 8, tendo [alguns anos depois, em 1984], concluído o doutoramento em"Systemes et Structures"» (cf. Wikipedia).
Libertário, foi diretor do jornal "A Batalha", por um período breve, e da revista "Utopia", por vários anos. Hoje em dia, muito crítico do anarquismo doutrinário, declara-se mais próximo do anarco-individualismo e anarco-naturismo.

Photos from Espaço Musas's post 27/08/2026

REENCANTAR O MUNDO - O FEMINISMO E A POLÍTICA DOS BENS COMUNS" DE SILVIA FEDERICI - APRESENTAÇÃO NO MUSAS

Decorreu no Musas, quinta-feira, dia 20 de agosto, a apresentação do livro “Reencantar o Mundo – O feminismo e a política dos bens comuns”, de Silvia Federici, com a presença do tradutor e editor da Cornuda Radiante, Júlio Gomes.
A apresentação, que proporcionou um debate vivo das ideias desta importantíssima militante feminista, permitiu entrever um pouco da sua crítica da política dos bens comuns a partir de uma perspectiva feminista, numa tentativa de compreender as reconfigurações do capitalismo contemporâneo, e propondo práticas de resistência, da Nigéria ao México, passando pela Bolívia, Brasil e Estados Unidos, que a autora ativamente investigou, antepondo ao capitalismo vigente a «reconstrução de práticas colectivas de reprodução da vida que desafiem a mercantilização da existência e o controlo estatal e privado da existência».
Para espevitar a reflexão no debate sobre o livro, o editor selecionou várias citações da obra da autora, como esta, por exemplo: «As teóricas do feminismo ensinam-nos que não podemos aceitar a concepção de Marx sobre o que constitui trabalho e luta de classes e, ainda mais importante, devemos rejeitar a ideia – que perpassa a maior parte da obra publicada de Marx – de que o capitalismo é ou foi uma etapa necessária na história da emancipação humana e uma condição prévia necessária para a construção de uma sociedade comunista. Esta rejeição deve ser inequívoca, porque a ideia de que o desenvolvimento capitalista fomenta a autonomia dos trabalhadores e a cooperação social, avançando por conseguinte para a sua própria destruição, é manifestamente inaceitável», ou ainda «não é por acaso que, face ao impulso neoliberal mais decidido para privatizar os recursos comunais e públicos que restam, não são as comunidades mais industrializadas, mas as mais coesas, que têm conseguido resistir e, em alguns casos, travar a febre privatizadora».

06/08/2026

PALESTRA DE JOSÉ MARIA CARVALHO FERREIRA
"A Miséria da Espécie Humana nas Sociedades Contemporâneas (Do Homo Realis ao Homo Virtualis)”

Espaço Musas, R. Bonjardim, 998
sábado, 22 agosto, 17h00

Resumo: "Sendo certo que em termos históricos a empírea da miséria humana era circunscrita ao funcionamento objetivo das estruturas e instituições do capitalismo e do Estado, não obstante a sua plasticidade social também emergir em outros modelos de sociedade, como são os casos do socialismo, comunismo e fascismo. O que é facto que até ao final dos trinta gloriosos anos do capitalismo (1945-1975) subsistia a materialidade objetiva dos processos de socialização e sociabilidade da espécie humana nos sistemas económico, político, social e cultural. Com o advento das TIC,s assiste-se a uma virtualização da espécie humana nesses domínios, o que provoca uma mudança radical na sua condição-função de miséria nas sociedades contemporâneas, com predomínio na sua mente e psique em detrimento do físico".

Photos from Espaço Musas's post 05/08/2026

LUÍS AGUIAR FOI O POETA DA EDIÇÃO N.º 46 do ROMP

Presente no Musas na noite de 31 de julho, Luís Aguiar foi o poeta da edição n.º 46 do ROMP – Recitais Ociosos do Musas | Poesia.

Natural de Oliveira de Azeméis, Luís Aguiar é mestre em Línguas e Relações Empresariais pela Universidade de Aveiro. Estudou, ainda, música clássica, guitarra portuguesa de Coimbra e fotografia. E é detentor do 1.º Dan em Karaté Shotokan.

Na sessão em que esteve presente, o poeta partilhou com Luís Ferreira, seu conterrâneo e outro dos autores (e também animador) do ROMP episódios da juventude e da sua iniciação enquanto poeta.

Sobre os prémios literários (de que tem já uma bela coleção) considerou serem importantes sobretudo por lhe terem permitido publicar. E destacou a responsabilidade ética do poeta face ao mundo em que lhe é dado viver.

05/08/2026

MEMÓRIA CONTRA O APAGAMENTO: A IMPORTÂNCIA DA OBRA DE EDGAR RODRIGUES PARA A HISTÓRIA DAS LUTAS DOS TRABALHADORES E DOS LIBERTÁRIOS
Este artigo analisa a importância da obra do historiador, arquivista e militante libertário Edgar Rodrigues, pseudônimo de Antônio Francisco Correia, para a preservação da história das lutas dos trabalhadores e das tradições anarquistas no Brasil e em Portugal. Parte-se de uma perspectiva de história social comprometida com a recuperação das experiências de sujeitos subalternizados e com a crítica dos mecanismos de apagamento produzidos pelo Estado, pelas classes dominantes e pelas narrativas historiográficas centradas em instituições oficiais. Mediante revisão bibliográfica e análise qualitativa de obras selecionadas de Rodrigues, argumenta-se que sua contribuição ultrapassa a função de fonte auxiliar: ela constitui uma intervenção política e memorial que nomeia militantes, recupera periódicos, transcreve documentos e restitui densidade humana a movimentos frequentemente reduzidos a episódios marginais. Embora sua produção autodidata apresente limites de sistematização teórica e de explicitação metodológica, tais limites não anulam seu caráter pioneiro, seu valor documental nem a coerência ética de um projeto orientado pela solidariedade, pela liberdade e pela emancipação social. Conclui-se que preservar, digitalizar, catalogar e estudar criticamente o legado de Edgar Rodrigues é tarefa indispensável para uma história plural do trabalho e dos libertários.

https://libertoherrera.noblogs.org/2026/07/29/memoria-contra-o-apagamento-a-importancia-da-obra-de-edgar-rodrigues-para-a-historia-das-lutas-dos-trabalhadores-e-dos-libertarios/

28/07/2026

LUÍS AGUAR É O POETA DA EDIÇÃO N.º 46 DO ROMP
Os Recitais Ociosos do Musas | Poesia (ROMP) têm a honra de receber o poeta Luís Aguiar na sua próxima edição, a realizar sexta-feira, dia 31 de julho, às 21h30, no Musas - Rua do Bonjardim, 998, Porto.
Natural de Oliveira de Azeméis, Luís Aguiar é mestre em Línguas e Relações Empresariais pela Universidade de Aveiro.
Estudou ainda música clássica, guitarra portuguesa de Coimbra e fotografia. É detentor do 1.º Dan em Karaté Shotokan.
É associado do PEN Clube Português. Coordenou a
antologia São Cravos, 50 Anos de Abril, 100 Poemas, publicada pela Editora Labirinto, em abril de 2024.
Entre 2000 e 2026, publicou vinte livros de poesia.
Tem, igualmente, poemas dispersos por diversas antologias e revistas literárias. Alguns dos seus poemas foram traduzidos para castelhano, italiano e inglês.
Foi distinguido, ao longo dos últimos 25 anos, com dezenas de prémios literários, nacionais e internacionais, entre os quais o Prémio de Poesia Judith Teixeira (2024 e 2016), o Prémio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage (2022 e 2016), o Prémio Literário Cidade de Almada (2021) e o Premio del Concorso Internazionale di Poesia Castello di Duino (Trieste, Itália, 2005).

Photos from Espaço Musas's post 06/07/2026

ROMP #45 – FELICIANO DE MIRA

Feliciano de Mira – nome incontornável da poesia visual portuguesa – dinamizador do único certame dedicado à poesia visual, já na sexta edição – o EV.EX – Évora Experimental –, foi a figura do ROMP #45, realizado no passado dia 26 de junho.
Autor sem regras, trabalhando em registos tão diversos como o texto, a imagem, o som, Feliciano de Mira vai experimentando todas as formas de expressão que a sua imaginação abarque.
Autor de livros de poesia e ensaio, entre os quais “Quaternu d’Aistétiké 1” (1999), “Benédiction” (2006), “Hotel Siesta” (2017), “Camponesa com a Cabeça de Deus ao Colo” (2017), “Ao Correr do Olhar – Contributos para uma Epistemologia Poética” (2019) e “About Lines” (2025).
Da sua demanda mais recente surgiram obras como “A Nuvem do Infante Ancorado” (Licorne, 2026), as paisagens sonoras de “Quando o Som nos Indica o Caminho” (2026), “Evanescências” (Edições Subjetivas, 2026), a cocoordenação da revista “Crocodarium” n.º 6 (Cascais, 2026).
Coordena a EV.EX.- Évora Experimental,desde 2019.
Da conversa no Musas sobressai o desafio e interrogação que nos lançou: Pode fazer-se poesia sem texto? E sem imagens? E sem...?

23/06/2026

ROMP 45: FELICIANO DE MIRA

- O Musas leva a cabo, na próxima sexta-feira, dia 26 de junho, a edição n.º 45 do ROMP - Recitais Ociosos do Musas | Poesia, dedicado à obra e à figura do poeta Feliciano de Mira.
A sua obra assenta na arte experimental como fonte de pesquisa e criação, com ênfase na intersecção entre linguagens e imaginários. É autor de livros de poesia e ensaio, entre os quais Quaternu d’Aistétiké 1 (1999), Benédiction (2006), Hotel Siesta (2017), Camponesa com a Cabeça de Deus ao Colo (2017), Ao Correr do Olhar – Contributos para uma Epistemologia Poética (2019) e About Lines (2025).
Tem realizado exposições, performances, videogramas e sonogramas. Viveu em Paris, Maputo e Salvador. Desde a lua crescente de janeiro até ao solstício de verão seguiu as cartas do céu e registou o espanto e o encanto da presença, o espírito da resistência, as dúvidas da incerteza e a magia da imaginação. Desse percurso nasceram A Nuvem do Infante Ancorado (Licorne, 2026), as paisagens sonoras de Quando o Som nos Indica o Caminho (2026), Evanescências (Edições Subjetivas, 2026), a cocoordenação da Revista Crocodarium n.º 6 (Cascais, 2026).
É Pós-Doutor em Estudos Culturais Comparados (EHESS/CES-Coimbra), doutor em Socio-économie du Développement pela EHESS Paris e em Sociologia Económica e das Organizações pelo ISEG. Desde 2019 coordena a EV.EX.- Évora Experimental.

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