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Levantar os braços acima da cabeça enrola o cordão à volta do bebé. Já ouviste, e provavelmente foi alguém de quem gosta...
02/10/2026

Levantar os braços acima da cabeça enrola o cordão à volta do bebé. Já ouviste, e provavelmente foi alguém de quem gostas 🧺

Não acontece. O cordão está dentro do útero, num meio líquido, e o bebé mexe-se sozinho ao longo do dia. O que fazes com os ombros não chega lá.

O mito aguentou-se porque descreve uma coisa real com a causa errada. As circulares de cordão acontecem, e na esmagadora maioria dos casos não trazem problema nenhum. Só que acontecem por causa do movimento do bebé, não por causa do teu.

Se fosse verdade, estender roupa, arrumar loiça no armário de cima ou pentear o cabelo estavam todos fora de questão durante nove meses.

O que decide se levantas os braços num exercício é outra coisa. Se te dá tonturas, se sentes pressão, se é confortável nesta fase, e o que o teu médico disse sobre o teu caso.

📌 Guarda este post para a próxima vez que ouvires a frase ao jantar.

Setembro em bocadinhos 🦋A primeira foto foi captada pelos olhos do Gustavo Serra // Portugal, Spain & Italy Wedding Phot...
30/09/2026

Setembro em bocadinhos 🦋

A primeira foto foi captada pelos olhos do Gustavo Serra // Portugal, Spain & Italy Wedding Photographer estou apaixonada por esta foto da minha mãe.

Foi um mês para voltar ao ritmo, focar-me no trabalho e tudo o que acontece pelo meio, mas também de aproveitar muito mais as coisas simples.

A frase aparece sempre no jantar de domingo, dita com a melhor das intenções: antigamente ninguém precisava disto 🍽️É ve...
30/09/2026

A frase aparece sempre no jantar de domingo, dita com a melhor das intenções: antigamente ninguém precisava disto 🍽️

É verdade que ninguém fazia. Também é verdade que ninguém perguntava.

Não se perguntava se doía a ter relações. Não se perguntava se havia perdas de urina ao espirrar, ao rir, ao pegar numa criança ao colo. Não se perguntava se a sensação de peso ao fim do dia era normal ou se valia a pena falar com alguém sobre ela.

Havia, isso sim, muito silêncio, muito penso higiénico comprado sem explicação nenhuma e a ideia assente de que aquilo era o preço de ter filhos.

A geração seguinte herdou o silêncio e herdou a incontinência. Só que agora sabemos que uma coisa não tem de vir com a outra.

Fazer diferente não é desrespeito por quem veio antes, é o mínimo que lhes devíamos ter dado a elas.

E na tua família, quem foi a primeira a perguntar?

🍼 A dor no pescoço e nos ombros aparece semanas depois do parto e quase ninguém a liga à causa certa.Não vem do parto. V...
28/09/2026

🍼 A dor no pescoço e nos ombros aparece semanas depois do parto e quase ninguém a liga à causa certa.

Não vem do parto. Vem das horas acumuladas a olhar para baixo, a amamentar sempre na mesma posição, a pegar e a pousar dezenas de vezes por dia.

Por isso o repouso não resolve nada. A exposição continua todos os dias.

O que muda alguma coisa:
• Força na cintura escapular
• Variar o lado e a posição em que amamentas
• Trazer o bebé até ti em vez de te curvares até ele

👉 Desliza e vê onde está mesmo o problema.

A consulta pré-concecional existe, é gratuita no centro de saúde e quase ninguém a marca 🗓️Tens direito a ela num prazo ...
25/09/2026

A consulta pré-concecional existe, é gratuita no centro de saúde e quase ninguém a marca 🗓️

Tens direito a ela num prazo máximo de 90 dias depois de a pedires ao médico de família. Muitas mulheres saem de lá sem ter perguntado nada sobre exercício, sobre a carga que podem manter ou sobre o que fazer com cirurgias abdominais e lesões pélvicas anteriores.

Uma consulta bem preparada muda o ano seguinte.

Marca a tua e leva estas perguntas escritas.

🏷️ O rótulo entra no processo clínico aos 35 anos e tende a f**ar lá a fazer barulho durante nove meses.Na prática, diz ...
23/09/2026

🏷️ O rótulo entra no processo clínico aos 35 anos e tende a f**ar lá a fazer barulho durante nove meses.

Na prática, diz pouco. É um marcador estatístico que serve para ajustar vigilância, não um diagnóstico. Vale a pena saber que nem todos os protocolos usam o mesmo corte, e muitos serviços hospitalares reservam a classif**ação para os 40 anos ou mais.

O que muda mesmo com a idade é outra coisa, e quase nunca é comunicado. Muda a margem de recuperação entre estímulos, que f**a mais curta. Muda o peso relativo da massa muscular, da densidade óssea e da condição cardiovascular na forma como a gravidez vai ser vivida e no que vem depois dela.

Isso é território de preparação, não de risco. São exactamente as variáveis onde o treino tem influência directa.

Se engravidaste depois dos 35, o que te falta não é alarme, é preparação.

📩 Estás nesta fase e queres perceber por onde começar? Envia-me mensagem.

🩺 Cerca de uma em cada dez mulheres em idade fértil vive com endometriose. A síndrome do ovário poliquístico afeta entre...
21/09/2026

🩺 Cerca de uma em cada dez mulheres em idade fértil vive com endometriose. A síndrome do ovário poliquístico afeta entre 10 e 13%.

São números altos para dois diagnósticos que quase nunca aparecem ligados a exercício de forma concreta.

A abordagem também não é a mesma:
• Na endometriose, o foco está em gerir dor e ajustar volume nos dias de crise, sem desaparecer do treino
• Na síndrome do ovário poliquístico, o treino de força tem papel documentado na sensibilidade à insulina

📌 Guarda este carrossel se tens um destes diagnósticos.

20/09/2026

Queres treinar, mas o teu bebé não larga o teu colo? Ou basta começares a mexer-te para ele chamar logo por ti, a pedir atenção?
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A maternidade, especialmente no pós-parto, traz uma rotina cheia de desafios, e o tempo e espaço para ti parecem escassos, mas quero que saibas que é possível mexer o corpo e cuidar de ti, mesmo com o bebé sempre por perto, por isso, deixo-te aqui algumas ideias simples e práticas para conseguires encaixar o movimento no teu dia a dia, sem complicações nem stress.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
- Agachamentos e lunges com o bebé ao colo, aproveita o peso natural do teu bebé para fazeres estes exercícios básicos, é uma forma ótima de fortalecer pernas e glúteos, ao mesmo tempo que manténs o teu bebé confortável junto a ti.
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- Alongamentos e exercícios no chão, quando o teu bebé estiver a brincar no tapete, aproveita para fazer alongamentos suaves ou exercícios de fortalecimento no chão, estes movimentos ajudam a aliviar tensões e a recuperar a forma de forma segura e gradual.
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- Usa o carrinho do bebé como apoio, para melhorar o equilíbrio e fortalecer os braços e pernas, podes usar o carrinho como suporte para fazeres alguns exercícios de força e estabilidade, é uma forma prática de treinar enquanto o bebé descansa ou observa.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O segredo está em não complicar e em adaptar os exercícios ao momento que estás a viver, cada dia é diferente, e o importante é encontrares pequenas oportunidades para te mexeres, mesmo que sejam só alguns minutos aqui e ali.
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Lembra-te: treinar no pós-parto é possível, mesmo que seja em pequenos blocos ao longo do dia, o que realmente conta é o movimento constante e o cuidado contigo mesma.
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Guarda estas ideias para os dias mais desafiantes, vais ver que, aos poucos, vais sentir-te mais forte, mais energizada e mais conectada contigo e com o teu bebé.
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Há um número que gera mais ansiedade do que qualquer ecografia, e está na balança 📊As recomendações mais usadas variam c...
18/09/2026

Há um número que gera mais ansiedade do que qualquer ecografia, e está na balança 📊

As recomendações mais usadas variam consoante o índice de massa corporal antes de engravidares. Para quem partia de peso baixo, o intervalo aponta para 12,5 a 18 quilos. Para peso normal, 11,5 a 16. Para excesso de peso, 7 a 11,5. Para obesidade, 5 a 9.

Duas coisas que raramente se dizem a seguir a estes números.

A primeira é que o ganho não é linear. Concentra-se sobretudo na segunda metade da gestação, por isso comparar o teu quinto mês com o de outra pessoa não te diz nada de útil.

A segunda é que estes são intervalos populacionais, não metas individuais. Quem acompanha a tua gravidez tem contexto que nenhuma tabela vai ter.

Saber isto tira poder ao comentário na consulta, ao comentário da família e à conversa que tens contigo ao espelho.

Pergunta ao teu médico o que faz sentido no teu caso, e deixa cair o resto.

98% das mulheres voltam a ovular nos seis meses seguintes a deixar a pílula. Só 11% ovulam nas primeiras duas semanas.En...
16/09/2026

98% das mulheres voltam a ovular nos seis meses seguintes a deixar a pílula. Só 11% ovulam nas primeiras duas semanas.

Entre esses dois números cabe muita ansiedade desnecessária.

Ao suspender a contraceção hormonal, o eixo que regula o ciclo volta a funcionar em tempos que variam de mulher para mulher. Ciclos irregulares nos primeiros meses são frequentes e esperados, e isso mexe com o sono, com a energia e com a forma como respondes ao treino.

👉 Desliza e vê o que costuma acontecer nesses primeiros meses.

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