10/08/2026
A cultura virou destino. Não basta apenas visitar os cartões-postais, como Pelourinho, Elevador Lacerda ou Porto da Barra. É que um novo perfil de turista vem se consolidando: aquele que não busca roteiros convencionais. Está interessado em conhecer histórias dos lugares, dos personagens, da gastronomia. Chegam à Bahia com o propósito de participar de roda de capoeira ou puxada de xaréu, aprender a tocar percussão, a dançar o samba de roda do Recôncavo Baiano, fazer moqueca com cozinheiras locais, colher cacau e produzir chocolates, circular pelo Centro Histórico com nativos, visitar comunidades quilombolas. Com o crescimento das viagens criativas e de pertencimento, o “turismo instagramável” vai dando vez à coleção de memórias afetivas.
A transformação do turista já vem sendo percebida, há tempos, por Mestre Bamba, nascido Rubens Costa Silva. “Hoje, os visitantes querem viver a cultura de verdade, entender a história da capoeira, saber quem foi Mestre Bimba, Mestre Vermelho 27, Mestre Vermelho Boxel. Querem aprender a tocar berimbau ou atabaque, participar de uma roda, experimentar o samba, conhecer as nossas tradições. Eles não querem só assistir; querem fazer parte. Isso é muito bonito, porque mostra um interesse genuíno pela nossa identidade e pelo nosso patrimônio cultural”, relata.
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✍️ Claudia Lessa
📸 Sayuri Koshima | Divulgação