Hoje homenageio quem não apenas prescreve, mas interpreta corpos, respeita histórias e constrói possibilidades.
Você meu amigo profissional de Educação Física que transforma esforço em autonomia, disciplina em consciência e movimento em qualidade de vida!!!
Porque talvez cansar alguém seja facil e o dificil seja conduzir cada pessoa, com ciência e responsabilidade, até uma versão mais forte de si mesma.
Um abraço
Trust the process
FJ !
Fernando Jaeger - IHPBR
Mentor brasileiro da metodologia IHP.
Preparador físico de atletas de basquete, além de ser Preparador Físico do Clube Atlético Paulistano e Seleção brasileira sub-20 de basquete.
Por que falar de dinheiro ainda é um tabu para tantos treinadores?
Estabelecer regras claras. Reajustar valores. Cobrar pelo próprio trabalho. Formalizar combinados.
Nada disso deveria causar constrangimento quando existe clareza sobre o serviço que você presta e sobre o valor daquilo que entrega.
Talvez o problema comece antes do preço.
Comece na insegurança.
Porque, quando você conhece a qualidade do seu trabalho, entende o processo que constrói para cada cliente e consegue enxergar o valor da sua entrega, algumas conversas deixam de parecer um enfrentamento.
Passam a fazer parte da profissão.
Contrato ajuda a deixar as regras do jogo claras.
Mas nenhuma folha de papel resolve aquilo que o profissional ainda não resolveu dentro dele:
a segurança de reconhecer o próprio valor e se posicionar de acordo com ele.
Profissionalizar a carreira também passa por aí.
Não basta ter uma estratégia. O seu cliente precisa entender que ela existe.
Você pode ter planejado cada detalhe.
Pode saber exatamente por que aquele treino será mais curto, por que mudou um estímulo ou por que tomou determinada decisão.
Mas existe uma parte do trabalho que ainda falta:
comunicar.
Porque aquilo que você não explica deixa espaço para o cliente interpretar.
E um treino de 30 minutos cuidadosamente programado pode facilmente parecer uma aula que você quis terminar mais cedo.
Agora, quando existe alinhamento, a percepção muda.
O cliente começa a entender que existem diferentes momentos dentro de um planejamento, que as escolhas têm intenção e que nem tudo precisa acontecer da mesma maneira todos os dias.
E isso também constrói valor.
Não porque você precisa justif**ar cada decisão que toma.
Mas porque quanto mais o cliente entende o processo, mais consegue perceber o trabalho que existe por trás daquilo que recebe.
Planejar faz parte da entrega.
Fazer o cliente perceber que existe um planejamento também.
Talvez uma das maiores demonstrações de conhecimento seja continuar disposto a mudar de ideia.
Quanto mais você estuda e vive uma profissão, mais percebe que algumas certezas precisam dar lugar a novas perguntas.
Testar.
Observar.
Documentar.
Comparar.
Questionar até aquilo que funcionou durante muito tempo.
Não para buscar o novo simplesmente porque é novo.
Mas para não transformar experiência em rigidez.
Eu acredito muito nisso.
Você pode ter convicções fortes e, ainda assim, continuar aberto ao diferente.
Aliás, talvez seja justamente essa abertura que permita que o conhecimento continue evoluindo.
Cabeça aberta não signif**a ausência de critério.
Signif**a ter critério suficiente para saber quando vale a pena questionar as próprias certezas.
24/08/2026
Um final de semana para investir em quem está todos os dias cuidando da experiência dos seus clientes.
Parabéns a toda a equipe da Espaco Vita pela entrega, pelo interesse, pelas trocas e, principalmente, pela disposição para continuar aprendendo e evoluindo.
Treinar uma equipe vai muito além de atualizar conhecimento técnico.
É criar linguagem em comum.
Alinhar olhares.
Compartilhar critérios.
Questionar processos.
E fazer com que profissionais diferentes consigam evoluir juntos na forma como pensam, decidem e entregam o seu trabalho.
Porque uma academia também cresce quando as pessoas que representam aquilo em que ela acredita continuam crescendo.
Nosso agradecimento à Espaco Vita pela recepção, pela hospitalidade e, principalmente, pela iniciativa de proporcionar esse momento de desenvolvimento para a sua equipe.
E obrigado a cada profissional que esteve conosco e fez desse encontro mais uma grande experiência de troca e construção.
Seguimos aprendendo, dividindo experiência e ajudando a pavimentar caminhos para quem vive a Educação Física todos os dias.
Um bom planejamento não é aquele que só funciona quando tudo acontece como previsto.
Cliente faltou. Mudou a semana. Perdeu uma sessão. O contexto mudou.
E agora?
É justamente aí que metodologia faz diferença.
Quando você entende a lógica da construção do treino, consegue reorganizar estímulos, escolher outra estratégia e atender aquela nova situação sem transformar a sessão em improviso.
Um circuito pode ser uma dessas soluções.
Mas o valor não está no circuito em si.
Está em saber por que utilizá-lo naquele momento, como organizá-lo e o que ele precisa entregar dentro do processo daquele cliente.
E ainda existe uma camada importante: a experiência.
Quando o treinador conduz bem essa mudança, aquilo que poderia parecer apenas uma adaptação vira cuidado, personalização e até encantamento.
No fim, não é sobre ter uma resposta pronta para tudo.
É sobre ter conhecimento suficiente para encontrar uma boa resposta quando a realidade muda.
Planejamento dá direção. Metodologia dá liberdade para adaptar sem perder essa direção.
Conhecimento dá fundamento. A prática ensina a decidir.
Por trás de uma montagem de treino existem escolhas.
E, quanto mais experiência você acumula, mais entende que uma boa escolha não deveria nascer simplesmente de uma preferência ou de algo que “parece funcionar”.
Existe conhecimento.
Existe observação.
Existe teste.
Existe resultado.
E existe a capacidade de juntar tudo isso para decidir o que faz mais sentido naquele contexto.
Talvez seja exatamente aí que teoria e prática deixem de ocupar lados diferentes e passem a fazer aquilo que sempre deveriam fazer:
trabalhar juntas.
É assim que acredito que uma metodologia amadurece.
Você estuda. Aplica. Observa. Questiona. Ajusta. Testa novamente.
E continua aprendendo.
Porque experiência não deveria servir para substituir conhecimento.
Deveria servir para refiná-lo.
Talvez uma das maiores liberdades que o conhecimento possa dar a um treinador seja não depender do cenário ideal para fazer um bom trabalho.
Porque, quando existe repertório, experiência e, principalmente, uma metodologia organizando o raciocínio, as possibilidades aumentam.
Você aprende a interpretar o contexto.
A adaptar.
A fazer escolhas.
A encontrar soluções sem perder de vista aquilo que o cliente realmente precisa.
É esse profissional que acredito que precisamos desenvolver cada vez mais na Educação Física:
menos dependente de ferramentas e mais preparado para pensar.
Porque o ambiente pode mudar.
O cliente pode mudar.
As condições podem mudar.
Quem sabe por que faz consegue encontrar diferentes maneiras de fazer.
O ano era 2016. Se você olhar com atenção, muita coisa mudou. Mas o que realmente importa continua exatamente no mesmo lugar.
A mesma vibração.
A mesma gratidão.
A mesma certeza de que conhecimento só ganha sentido quando consegue transformar a vida de alguém, e depois seguir adiante através dessa pessoa.
A IHP transformou a minha forma de enxergar a Educação Física. E muito disso começou com alguém que teve generosidade suficiente para compartilhar o que sabia e facilitar o caminho para quem vinha depois.
Por isso, minha gratidão ao JC Santana nunca foi apenas pelo que ele me ensinou.
Foi pelo caminho que ele pavimentou.
E talvez honrar um legado seja exatamente isso: não deixar o conhecimento terminar em você.
É continuar pavimentando.
Facilitar um pouco mais a estrada.
Compartilhar os erros, os acertos, a experiência e tudo aquilo que possa ajudar quem vem depois a cuidar melhor de pessoas e a elevar a nossa profissão.
Dez anos depois desse vídeo, continuo esperando que cada treinador que cruza o nosso caminho leve alguma coisa daqui.
Uma pergunta diferente.
Uma nova forma de olhar.
Mais responsabilidade sobre aquilo que faz.
Ou simplesmente a vontade de continuar aprendendo.
Aos que caminham conosco há tantos anos, obrigado por continuarem aqui.
E a quem está chegando agora, seja muito bem-vindo.
Se, de alguma forma, o trabalho que estamos construindo na IHP Brasil conseguir deixar um impacto positivo na sua carreira e fizer você levar esse impacto para outras pessoas, então uma parte importante da missão já estará sendo cumprida.
Porque legado não é sobre o que f**a com você.
É sobre aquilo que continua através dos outros.
Ser um bom treinador é só uma parte do trabalho.
Você também precisa aprender a se posicionar como profissional.
Saber organizar a relação com o cliente, estabelecer limites claros, valorizar o próprio serviço e, principalmente, construir uma entrega que faça o cliente perceber por que o seu trabalho vale o que você cobra.
Porque segurança para cobrar não começa no preço.
Começa na percepção de valor que você é capaz de construir.
E é por isso que falar sobre profissão vai muito além de técnica, exercício e montagem de treino.
Existe tudo aquilo que anos atendendo pessoas também ensinam: os acertos, os erros, as conversas difíceis, as escolhas e a maturidade necessária para entender que ser um excelente treinador também exige aprender a conduzir a própria carreira.
Porque construir valor não é simplesmente cobrar mais.
É entregar melhor, se posicionar melhor e fazer com que o cliente entenda a diferença entre pagar por uma hora de treino e investir em um profissional.
Treinar bem é fundamental. Saber transformar isso em valor percebido também faz parte do jogo.
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