A prática filmada precisa ser bonita. A prática diária precisa ser possível.
No vídeo eu mostro três adaptações que uso: prāṇāyāma e āsana num intervalo entre aulas, yoganidrā gravado quando acordo antes e ainda queria dormir, puja mental quando não tenho o que preciso.
O que essas três têm em comum é uma decisão prévia: eu já sabia o que fazer quando o dia apertasse. Não decidi na hora.
Esse é o ponto que costuma passar batido. A prática não cai por falta de disciplina, cai porque não existe uma versão reduzida pronta. Quando o dia foge do plano e a única opção na cabeça é a versão completa, o cérebro escolhe não fazer nada. Não é fraqueza, é ausência de alternativa.
Então o exercício é este: defina hoje qual é a sua versão mínima. Não a ideal, a mínima. Aquela que cabe num dia ruim e ainda assim conta.
Depois disso, a pergunta deixa de ser "consegui praticar?" e vira "qual versão eu fiz?".
Samadhi Escola de Yoga
Fabiana Aparicio - Mentora de Professoras de Yoga e Instrutora há 15 anos. Conheça a Mentoria Padma.
A pergunta que nenhuma formação faz: você pratica o que ensina?
Não é uma cobrança moral. É uma questão técnica de repertório.
Quem só pratica quando prepara aula ensina de memória e reproduz uma sequência que aprendeu, na ordem em que aprendeu. Funciona. Mas quando a turma foge do roteiro, e ela sempre foge, não há de onde puxar.
A professora que praticou naquela semana tem material recente no corpo: sabe onde aquela postura pesa hoje, o que muda quando a respiração encurta, o que uma sequência produz quando ela está cansada.
Isso não é talento. É repertório com data recente.
E a prática que sustenta isso não precisa ser longa. Precisa ser constante e repetida, não igual. O que constrói não é o dia impressionante, é a soma dos dias comuns, e principalmente dos dias mínimos, aqueles em que você faz só o essencial porque não deu para fazer o resto.
Quem define o que é essencial na sua prática é você. Mas alguma coisa precisa ser inegociável, ou não existe prática, só existe intenção.
30/08/2026
O trabalho do pesquisador Mark Singleton ajuda a compreender essa transformação...como o Yoga deixou a ser visto como uma prática de autoconhecimento para apenas uma prática de atividade física, que hoje em dia expandiu tanto que para manter o interesse tem prática com gato, com cachorro, com cerveja, em ambiente quente, etc...
Ele não diz que āsana “não é Yoga”, nem que as posturas foram inventadas recentemente. A questão é outra: a centralidade que a prática postural adquiriu no Yoga moderno tem uma história.
E conhecer essa história é especialmente importante para quem ensina.
Porque talvez nos ajude a perceber que incluir meditação, mantra, prāṇāyāma, filosofia e outras ferramentas em uma aula não é “colocar mais coisas”.
É reconhecer que Yoga nunca coube apenas no āsana.
E que isso confere mais profundidade às aulas e fidelizar os alunos.
👉🏼Quer saber mais sobre como fazer isso? Escreve Padma nos comentários e eu te conto como posso te ajudar.
E na sua formação: quanto espaço houve para estudar o Yoga além dos āsanas?
Para quem quiser as referências:
📚 Mark Singleton, Yoga Body: The Origins of Modern Posture Practice, Oxford University Press, 2010.
Trocar algumas frases vai mudando a aula inteira, porque vai mudando a condução e aprofundando, saindo do foco no físico. Testa e me conta.
No vídeo eu falo da substituição: em vez de "segura mais dez segundos", "observa o que a mente faz nesses dez segundos". Aqui vão mais duas, porque uma só não vira hábito.
Em vez de "inspira e expira" → "inspira numa contagem e expira na mesma, usa o foco na contagem para manter a mente presente".
Em vez de "vamos vocalizar o OM três vezes" → "vocalize o OM longo no seu tempo, levando o som para vibrar na sua caixa craniana e observe a mente relaxando".
Repara no que muda. Contando a do vídeo, são três instruções que viraram três convites de observação. A prática é a mesma, a técnica continua sendo ensinada, mas a aluna passa a ter algo para fazer com a atenção. E repara também que só a primeira é sobre āsana. As outras duas vão além dele.
E se não funcionar de primeira, não é você. Turma acostumada a comando executa comando. Leva algumas aulas até ela entender que a pergunta é para ser respondida por dentro, não para você.
Vale insistir. É essa uma das mudanças que separa uma aula de exercício de uma aula de Yoga.
27/08/2026
Aceitar não é desistir.
Fiquei um tempo confundindo as duas coisas. Achava que aceitar um resultado que eu não queria era, no fundo, conformismo disfarçado de espiritualidade.
Percebi que não. Quando a gente se conforma, a gente para de agir. Aceitar, é receber o resultado e seguir agindo, só solto o apego ao resultado que eu queria.
O estudo de Vedanta não me dá respostas prontas. Me dá ferramentas pra perceber o que está acontecendo dentro de mim quando a situação já está acontecendo. Isso já muda muita coisa.
Você também confunde aceitar com desistir às vezes?
Texto completo tá lá no blog: Fabiana Aparício.com.br/blog
Musculação transforma mais corpo que Yoga. Falo isso como professora de Yoga.
E não é uma provocação, é uma questão de finalidade. Se o objetivo é hipertrofia, existe método mais direto. Se o objetivo é condicionamento, também. Yoga produz esses efeitos, mas eles não são o alvo. São o que acontece no caminho.
O que quase ninguém explica é por que a tradição trabalha o corpo. Um corpo desconfortável ocupa a atenção. Dói o joelho, a mente vai para o joelho. A perna adormece, a mente vai para a perna. Trabalhar o corpo é remover essa ocupação, essa dispersão para que sobre atenção disponível para outra coisa.
Isso muda o que você fala em aula sem mudar nada do que você ensina.
Uma professora que entende o āsana como fim conduz corrigindo. Uma professora que entende o āsana como meio conduz observando. As duas ensinam a mesma postura. Só que a segunda pergunta "o que está acontecendo na sua atenção agora?" e a aluna descobre que a aula tinha uma segunda camada.
Não é sobre falar menos do corpo. É sobre saber para onde o corpo aponta.
25/08/2026
Tem um ponto que quase toda professora formada conhece: você sabe que yoga é mais que ásana. Sabe que tem raiz, tem tradição, tem profundidade real por trás de cada postura.
O problema é outro. É colocar isso na aula sem virar aula teórica. E ir além de āsana, prānāyāmā e shavāsana.
Foi isso que eu construí no *Método Padma*. A tradição viva não entra como conteúdo extra no fim da prática. Ela entra dentro da prática.
Abri 5 vagas de Mentoria Individual para começar antes de outubro.
Comente PADMA que eu te chamo no direct.
25/08/2026
Este eclipse lunar não pede pressa, pede escuta.
Na noite dessa quinta, a Lua Cheia em Aquário entra em eclipse enquanto o Sol está em Leão.
É um convite para encerrar ciclos, soltar apegos e deixar vir à tona verdades que já não cabem mais dentro da gente.
Por isso, Aline Mendonça e eu vamos abrir esse momento juntas e te convidamos para se juntar a nós numa breve meditação de 30 minutos, ao vivo no Instagram.
Nada para decidir, nada para resolver. Só um espaço para se recolher, respirar e permitir que o que precisa partir, parta com gratidão 🙏🏼
🌕 Quinta 27/8
⏰22h23
📍Live nos nossos perfis.
Marca nos comentários, quem seria bom viver esse momento com você 🕉️
Ativa o lembrete que está lá nos stories com um pouco mais sobre os eclipses, segundo a Tradição Védica.
24/08/2026
Você fez a formação. Estudou os Yoga Sūtras, ouviu sobre a BhagavadGita, aprendeu alguns prānāyāmās e talvez tenha feito alguns Krīyas, sabe que yoga é muito mais que āsana.
Mas na hora de entrar em sala, o que sai é sequência de asana, um pranayama e shavasana no final. Talve5uma medição guiada.
Não é falta de estudo. É que a formação te ensinou a teoria como matéria, não como técnica de aula. O que você recebeu para conduzir continua sendo āsana, prānāyāmās, e um relaxamento no fim.
A tradição ficou no caderno.
No Método Padma, ela entra dentro da prática: mantra, meditação como os Vedas descrevem, sânscrito integrado, histórias e símbolos. Não como introdução antes da aula, como parte dela.
Estudo Vedanta, mantras e sânscrito com meus mestres desde 2018. O que eu ensino não é técnica que inventei. É o que eu pratico todo dia, antes de ensinar.
Abri 5 vagas de mentoria individual que começam antes de novembro.
Depois disso continuo com essas mentoradas e fico um mês na Índia, dividindo com elas o aprendizado e a vivência por lá. Novas vagas só depois do carnaval.
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