31/08/2026
Começando a semana com a grande satisfação de ter apresentado os Pilares da Cultura da Paz aos jovens do YSP Brasil - Youth & Students For Peace. É inspirador compartilhar princípios que convidam ao respeito, à escuta, à solidariedade e à preservação da vida. Quando a juventude escolhe a paz, o futuro deixa de ser apenas esperança e começa a se tornar realidade.
Que esta seja uma semana de diálogos construtivos, escolhas conscientes e atitudes que façam a diferença. Boa semana! 🕊️
26/08/2026
A sociedade em que vivemos, muitas vezes, nos ensina a enxergar o outro como adversário. Desde cedo aprendemos a defender posições, provar que estamos certos e conquistar espaços, como se toda divergência precisasse terminar com um vencedor e um derrotado. Essa lógica ultrapassa os tribunais e invade as relações familiares, profissionais, escolares e sociais.
A cultura adversarial alimenta a desconfiança, reduz a capacidade de escuta e estimula respostas impulsivas. Opiniões diferentes passam a ser interpretadas como ataques pessoais. O desgaste emocional aumenta, a ansiedade se intensifica e os relacionamentos se fragilizam. Nos ambientes de trabalho, prevalecem disputas internas que comprometem a colaboração, reduzem a criatividade e enfraquecem o senso de pertencimento. Na sociedade, cresce a polarização e diminui a capacidade de convivência.
A psicanálise ajuda a compreender esse fenômeno ao demonstrar que frequentemente projetamos no outro aquilo que não conseguimos reconhecer em nós mesmos. Em vez de elaborar nossas inseguranças, atribuímos ao outro a origem do nosso desconforto. O conflito deixa de ser apenas uma divergência de interesses e passa a representar uma ameaça à identidade. O diálogo perde espaço para a necessidade de vencer, enquanto a cooperação cede lugar à competição permanente. É justamente nesse cenário que a mediação de conflitos promove uma verdadeira quebra de paradigma. Em vez de concentrar esforços na disputa, direciona o olhar para os interesses, as necessidades e as possibilidades de construção conjunta. Não elimina os conflitos, mas transforma a maneira de enfrentá-los, convertendo diferenças em oportunidades de aprendizado, crescimento e fortalecimento das relações.
A Cultura da Paz amplia essa perspectiva ao propor uma convivência fundamentada no respeito, na responsabilidade, na empatia e no diálogo. Paz não significa ausência de conflitos, mas competência para administrá-los sem recorrer à violência, à imposição ou ao desejo de derrotar o outro. Precisamos, o quanto antes, romper com a cultura adversarial. Abandonar a necessidade de vencer todas as discussões e descobrir o valor de construir entendimentos. É nessa mudança de postura que nascem relações mais saudáveis, organizações mais colaborativas e uma sociedade verdadeiramente comprometida com a Paz.
Suely Buriasco - Mediadora Corporativa e Escritora
24/08/2026
Que a nova semana nos encontre com coragem para seguir, serenidade para lidar com o que não depende de nós e bom ânimo para transformar desafios em aprendizado. Nem todos os dias serão fáceis, mas todos podem trazer uma nova possibilidade. Siga com fé, esperança e o coração em paz. Uma excelente semana!
20/08/2026
Considerado “O Pai da Psicanálise”, Sigmund Freud afirmou que a inclinação para a agressão representa o maior impedimento à civilização. Sua observação continua atual porque revela uma realidade frequentemente ignorada: o maior desafio da convivência humana não está nas diferenças, mas na forma como reagimos a elas. A agressividade faz parte da condição humana, porém a violência é uma escolha. É justamente nessa distinção que reside um dos maiores avanços da civilização.
Muitas vezes imaginamos que a paz depende da ausência de conflitos. No entanto, conflitos são inevitáveis e acompanham toda relação humana. O verdadeiro indicador de maturidade social não é eliminá-los, mas aprender a administrá-los sem recorrer à destruição. É nesse contexto que a Cultura da Paz rompe um paradigma histórico. A proposta da não violência inaugura uma nova forma de compreender os relacionamentos: reconhecer que opiniões divergentes não precisam produzir inimigos e que conflitos podem ser oportunidades de crescimento.
Sob essa perspectiva, a Cultura da Paz não pretende eliminar a agressividade descrita por Freud. Seu objetivo é criar mecanismos capazes de impedir que ela se transforme em violência. Educação emocional, comunicação respeitosa, mediação de conflitos, justiça restaurativa e desenvolvimento da empatia são instrumentos civilizatórios que fortalecem nossa capacidade de transformar impulsos em responsabilidade e diálogo. Por isso, a não violência jamais deve ser confundida com passividade. Trata-se de uma postura ativa, que exige coragem para ouvir, autocontrole para responder em vez de reagir e compromisso com soluções que preservem a dignidade de todos os envolvidos. Nas famílias, nas empresas, nas escolas e nas instituições, essa mudança de postura fortalece vínculos, reduz desgastes e cria ambientes mais saudáveis e produtivos.
A verdadeira evolução humana não consiste em negar nossa natureza, mas em aprender a governá-la. Quanto mais desenvolvemos a capacidade de transformar a agressividade em diálogo e o conflito em construção coletiva, mais fortalecemos a civilização. A Cultura da Paz nos lembra que o futuro não será definido pela ausência de diferenças, mas pela sabedoria com que decidimos conviver com elas.
Suely Buriasco - Mediadora Corporativa e Escritora
19/08/2026
Resultados consistentes não nascem apenas de boas estratégias. Nascem de relações bem conduzidas.
Quando há escuta, clareza e respeito, os conflitos deixam de consumir energia e passam a revelar caminhos. Liderar também é cuidar dos vínculos que sustentam pessoas, equipes e organizações.
17/08/2026
Começo esta semana com a alegria de compartilhar um momento muito especial.
Durante o Encontro de Lideranças pela Aliança por uma Sociedade de Paz, promovido pela AFUPM e , tive a satisfação de entregar meu mais novo livro, “Estratégias para Educar no Caminho da Paz”, ao vice-governador de São Paulo, , sempre muito atencioso e simpático.
Na ocasião, ele também recebeu o título de Embaixador da Paz, assim como o governador , uma honra para nossa instituição e um reconhecimento que fortalece o compromisso conjunto com o diálogo, a união e a construção de uma sociedade mais pacífica.
Que esta nova semana nos inspire a semear respeito, cultivar boas relações e transformar intenções de paz em atitudes concretas. Afinal, a paz que desejamos para o mundo começa nas relações que construímos todos os dias.
Boa semana!