Você usa esteroides e acha que está tudo bem porque seu ecocardiograma “está normal”? É aí que mora um dos problemas.
Neste trecho do podcast Ourbody, falo sobre um efeito dos esteroides anabolizantes que muita gente não conhece: alterações na estrutura e na função do coração. Seu uso está associado a remodelamento cardíaco, aumento da massa ventricular, fibrose e alterações da função diastólica.
E isso pode acontecer antes de aparecer uma queda importante na fração de ejeção. Isso porque fração de ejeção preservada não signif**a necessariamente coração funcionando perfeitamente.
Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, por exemplo, o coração pode manter uma fração de ejeção normal, mas apresentar dificuldade para relaxar e se encher adequadamente.
E é justamente por isso que, para quem usa esteroides, “sentir-se bem” ou ter um único exame aparentemente normal não deveria ser motivo para baixar a guarda. A avaliação precisa ser individualizada e considerar o histórico, o tempo e o tipo de exposição, pressão arterial, exames laboratoriais e avaliação cardiovascular adequada.
No esporte, querer melhorar a performance não pode signif**ar ignorar o órgão que precisa sustentar essa performance.
Cardio não é castigo. Exame não é burocracia. E acompanhamento não é opcional para quem está se expondo a riscos.
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Dr. Armond
Médico, pós graduando em:
Medicina esportiva pelo instituto BWS;
Coaching em bodybuilding;
Em 1936, Jesse Owens não entrou em uma Olimpíada qualquer. Os Jogos de Berlim aconteciam sob o regime nazista, que utilizava o evento para promover a ideia de superioridade racial.
Owens, um atleta negro norte-americano, competia justamente dentro desse cenário.
🥇E saiu de lá com quatro medalhas de ouro.
Mas talvez o mais marcante nessa história não sejam apenas as medalhas. É lembrar que você nem sempre escolhe o cenário em que vai precisar competir.
Existem momentos em que as condições não são ideais. O caminho é mais difícil, as circunstâncias são injustas e você precisa lidar com obstáculos que não estavam nos seus planos.
Isso não signif**a ignorar as dificuldades.
Signif**a não permitir que elas decidam, sozinhas, até onde você pode chegar.
Jesse Owens entrou em uma Olimpíada marcada pelo preconceito e saiu dela tendo escrito seu nome na história.
Nem todo cenário favorável é necessário para uma grande conquista. Às vezes, o que você precisa é continuar correndo mesmo quando o cenário está contra você.
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27/08/2026
Obesidade não é apenas uma característica física. É uma doença que pode afetar diretamente a saúde e a expectativa de vida.
Um estudo publicado na PLOS Medicine, que reuniu dados de 20 estudos prospectivos, encontrou que pessoas com obesidade grau 3 (IMC entre 40 e 59,9 kg/m²) apresentaram uma redução estimada de 6,5 a 13,7 anos na expectativa de vida, dependendo da faixa de IMC. E quanto maior o IMC dentro dessa faixa, maior foi a perda estimada de anos de vida, podendo sim, chegar a menos 20 anos de vida.
Essas são estimativas populacionais e levam em conta fatores como idade, histórico de saúde e outras condições influenciam esse risco.
Por isso, falar sobre obesidade precisa ir além de aparência (de canetas), julgamento ou força de vontade.
É uma questão de saúde. E saúde merece tratamento!
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“Mas até quem tomou placebo emagreceu…” Sim. E é justamente aí que esse estudo f**a interessante.
No estudo STEP 1, publicado no New England Journal of Medicine, 1.961 pessoas com sobrepeso ou obesidade foram acompanhadas por 68 semanas. Todos os participantes receberam também orientação de estilo de vida, incluindo alimentação com redução calórica e incentivo à atividade física.
O resultado?
Quem recebeu semaglutida 2,4 mg perdeu, em média, 14,9% do peso corporal. Já o grupo que recebeu placebo perdeu 2,4%.
Ou seja: sim, o grupo placebo também emagreceu. Mas isso não signif**a que o placebo tenha o mesmo efeito da medicação. Na verdade, a diferença entre os grupos foi de 12,4 pontos percentuais.
E tem outro dado interessante: 31,5% das pessoas do grupo placebo conseguiram perder pelo menos 5% do peso, contra 86,4% no grupo da semaglutida.
A lição não é “remédio não funciona”.
Também não é “só o remédio resolve”.
É entender que tratamento da obesidade é mais complexo do que escolher entre “remédio” ou “força de vontade”.
A medicação pode ser uma ferramenta importante. Mas ela faz parte de um tratamento que envolve comportamento, alimentação, atividade física e acompanhamento. É justamente por isso que interpretar um estudo exige olhar além do título.
🎙️ Trecho retirado do Ourbody Podcast
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Fonte principal: Wilding et al., Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity, New England Journal of Medicine, 2021
🏊 Ele mal sabia nadar. Mas pulou na piscina olímpica assim mesmo! Em janeiro de 2000, Eric Moussambani, da Guiné Equatorial, havia nadado poucas vezes na vida, sempre em rios. Oito meses depois, estava em Sydney representando seu país nas Olimpíadas.
Não porque era o melhor. Mas porque levantou a mão quando ninguém mais levantou…
Sem piscina olímpica no país, treinou sozinho, sem técnico, às 5h da manhã na piscininha de 12 metros de um hotel para não atrapalhar os hóspedes. Chegou à Austrália com bermudas de segunda mão e óculos emprestados por um treinador sul-africano que teve pena.
Na hora da prova, seus dois adversários foram desclassif**ados por largada falsa. De repente, Eric estava sozinho na piscina, sob os olhos de 14 mil pessoas no estádio e milhões na televisão. Levou quase 2 minutos para terminar os 100 metros.
O público achava que ele ia se afogar. Mas ele terminou. E quando tocou a borda, a arena inteira foi ao delírio.
Ele não ganhou medalha e não bateu recorde. Não era tecnicamente um nadador.
Mas saiu daquelas Olimpíadas como um dos atletas mais lembrados da história, porque fez algo que a maioria das pessoas não faz: apareceu, mesmo sem estar pronto, mesmo sem estrutura, mesmo sem garantia nenhuma de que ia conseguir.
No final, quem mais cresce não é quem espera a condição perfeita. É quem mergulha mesmo com medo!
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Esteroides anabolizantes sem orientação médica são vilões, sim! Nesse corte do Our Body eu falo sobre algo que precisa ser dito com clareza: o uso indiscriminado dessas substâncias pode custar muito mais do que um shape melhor.
Os anabolizantes, em doses elevadas e sem indicação médica adequada, não atuam apenas sobre os músculos. Eles agem em todos os tecidos sensíveis à ação hormonal, incluindo vasos sanguíneos, rins e coração. E o grande perigo é que essa agressão é silenciosa.
No coração, estudos publicados em revistas como Circulation e European Heart Journal destacam aumento do risco cardiovascular em até 5 vezes entre usuários crônicos, com casos documentados de tromboses, infartos e arritmias em jovens atletas sem outros fatores de risco. Nos rins, o uso prolongado está diretamente ligado à GESF, condição em que cicatrizes se formam nos filtros renais, podendo evoluir para insuficiência renal grave e até hemodiálise.
Quem usa sem avaliação pode estar caminhando para um transplante renal ou cardíaco sem saber. Não é exagero. É FATO!
Existe uma diferença enorme entre uso médico supervisionado e uso por conta própria. Essa diferença pode ser a sua saúde 🩺
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💉 Wegovy, Saxenda, Victoza, Ozempic... o remédio não faz milagre sozinho. E os dados provam.
Nesse corte do Arnold Pod Talks, falo sobre algo que vejo acontecer com frequência: pessoas que usam esses medicamentos, perdem peso, param de usar e veem tudo voltar.
O famoso efeito rebote. E não é achismo.
Um dos maiores estudos sobre o tema mostrou que cerca de 70% dos pacientes que interrompem o tratamento com semaglutida recuperam ao menos parte do peso perdido em 6 a 12 meses. Além disso, uma revisão publicada no British Medical Journal, com mais de 9.300 participantes, mostrou que o reganho de peso após parar o medicamento acontece quase quatro vezes mais rápido do que após mudanças de dieta e atividade física.
O remédio age na fisiologia, nos hormônios, no apetite. Mas ele não constrói hábito. Não cria maturidade alimentar, não ensina o corpo a se manter sem ele. Isso é trabalho seu, com orientação médica, alimentação de qualidade, treino e constância.
📊 Fontes: Estudo STEP-1 | British Medical Journal | Lumina Salud
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Errar não é o problema. O problema é achar que não pode errar!
Todo atleta de alto nível já caiu, perdeu e falhou. A diferença é que ele se levantou, ajustou a rota e tentou de novo.
Sem drama, sem desistência. Só processo!
E isso vale pra tudo na vida: no esporte, na carreira, na alimentação, nos treinos ou relacionamentos. Quem nunca erra não está evoluindo, está parado com medo de tentar.
O erro faz parte de qualquer jornada de crescimento real 👀
O segredo não é acertar de primeira. É não abandonar o destino quando a rota falha, transformar erro em aprendizado é a habilidade mais subestimada de quem realmente chega longe.
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O vilão do seu resultado provavelmente não está na academia. Está no prato!
Não importa se o objetivo é emagrecer ou ganhar massa: a má alimentação sabota os dois. E a ciência confirma…
Um estudo da Universidade da Califórnia descobriu que o consumo frequente de ultraprocessados aumenta o acúmulo de gordura dentro dos músculos, independentemente do total de calorias ingeridas ou do nível de atividade física. Ou seja: não é só questão de “comer demais”. É o que você come que compromete diretamente a qualidade muscular
→ Treino sem alimentação adequada é tempo perdido. Alimentação ruim destrói o que o treino constrói 💪
JUÍZO!
🎙️ ARNOLD TALK
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Obesidade é doença. Não é falta de força de vontade, desleixo ou escolha. E como toda doença, precisa de tratamento, acompanhamento e, acima de tudo, respeito.
Os números são sérios: no Brasil, a obesidade aumentou 72% nos últimos treze anos. São 700 milhões de pessoas obesas no mundo, segundo a OMS.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, mais de 160 milhões de anos de vida são perdidos anualmente por doenças associadas ao excesso de peso.
Antes de julgar o corpo do outro, lembre: você não sabe o histórico, a genética, os hormônios e a saúde mental por trás daquela pessoa.
Julgamento não trata ninguém. Ciência e acolhimento, sim.
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