21/08/2026
no blog Chutebol, a resenha de cada partida e as fotos da 1a rodada da Copinha do Mundo de Futsal:
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"E começou!
Agradecemos o envolvimento das famílias com a competição e a força de nossa arquibancada, sempre alegre, festiva e muito respeitosa!
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O início da Copinha costuma ser difícil para nós, pois não disputamos nenhuma outra competição externa.
Isso é parte de nossa pedagogia, pois nosso trabalho é de ‘iniciação’; isso signif**a apresentar a competição de forma gradativa, com pilares educativos.
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É a ‘base da base’ da formação possível de um atleta – e que não é nosso objetivo específico.
Outros clubes têm um calendário competitivo mais intenso que o nosso, e isso faz diferença.
Temos tido, no entanto, outros ganhos, no sentido de uma formação mais brincante, com aprendizagens sociais e afetivas que não precisam f**ar reféns de um excesso competitivo.
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Outro ponto importante é o delicado equilíbrio entre a participação e o resultado. A meninada quer jogar, mas também tem o legítimo (e desejável) desejo de vencer.
Assim, temos certa programação dentro de cada equipe, para uma participação suficiente de cada aluno, mas mantendo uma base de alunos que dá consistência ao time e permite competir efetivamente.
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Podem ocorrer falhas em tais programações (alunos que jogam menos do que deveriam em determinadas partidas); mas, também, boas surpresas (alunos que conquistam maior tempo de jogo por um desempenho acima do imaginado).
Nesta tentativa de equilíbrio entre resultado e participação, buscamos o diálogo individual e coletivo, para evitar não-ditos e mal-estar. Tudo é conversado e, se for o caso, discutido e repensado.
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Aprender a competir é um caminho árduo, que comporta angústias e decepções – com o treinador, com o resultado, consigo próprio.
No entanto, quando existe um amor genuíno pela prática esportiva como base, e um olhar para a criança e o adolescente, tais questões vão sendo contornadas e podem virar experiências para uma vida.
Contamos com vocês, obrigado mais uma vez e até a segunda rodada!
🧡
Vamos com tudo!
Aquele abraço, saudações esportivas"
14/08/2026
"O caso se repetiu algumas vezes, num período recente: meninos bons de bola, acostumados a competir, que sem motivo aparente não iriam participar da competição mais importante do ano.
O professor estranhou, conversou com os familiares, nada. Resolveu conversar novamente com tais meninos – e algo de novo surgiu.
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Sem saber o caso uns dos outros, relembraram dificuldades em competições anteriores e apontaram as derrotas como motivo para a desmotivação no ano corrente.
Coube ao professor, com o coração partido, relembrar junto a eles o motivo último de competirem: é porque gostam muito de jogar futebol.
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Ao contrário, quando a lógica do resultado (a exigência de vitória) toma um lugar muito grande, ele barra o prazer de jogar.
E é isso o que vem acontecendo com muitas crianças e adolescentes.
Já descontado o peso subjetivo de cada um – no sentido de sentir-se desmotivado por derrotas anteriores – era legítimo pensar no porquê de tais desistências relacionadas a resultados. Não foi difícil.
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O futebol brasileiro tem sido praticado, há décadas, em ambientes hostis em todas as categorias.
Qualquer um que acompanha nossas partidas profissionais assiste, reiteradamente: puxões, empurrões, gritaria, violência explícita, pressão e toda sorte de falseamento para ludibriar a arbitragem.
O jogo f**a sonegado. A qualidade passou a não importar.
(...) Assim, em tais ambientes, crianças e adolescentes imersos nessa cultura passam a funcionar na lógica resultadista, quebrando as lógicas anteriores do prazer e da aprendizagem.
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Nessa mesma esteira, passou-se a admirar os ‘times de guerreiros’, uma rematada bobagem que faz da valentia e da garra – aspectos essenciais ao bom futebol – uma qualidade suprema, quase como quem diz: “vamos ganhar sem jogar futebol”.
Crianças como sintoma: o professor não conseguiu recuperar os alunos desistentes.
E sabe que não há derrota maior do que essa.
Aquele abraço, saudações esportivas"
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21/07/2026
é alegria que chama, né?!
⚽🤸🏼🌳
vem pra colônia do Chutebol!
🧡
21/07/2026
é alegria que chama, né?!
⚽🤸🏼🌳
vem pra colônia!
🧡
05/07/2026
São bem-vindos os comentários recentes a respeito da idealização que se faz da Seleção Brasileira de futebol.
A maior campeã de futebol da história mundial é figura central no imaginário do país – com efeitos positivos e outros nem tanto.
O sentimento de superioridade alcançado por conta das cinco conquistas em copas do mundo mergulha a torcida, no mais das vezes, numa onipotência infantil.
Como se, pela história gloriosa da seleção, o Brasil fosse o merecedor natural das vitórias e, neste sentido, qualquer resultado contrário incorresse em algo antinatural. Como se os adversários não pudessem ser mais competentes, terem gerações melhores ou que a sorte os bafejasse.
No entanto a grandeza da seleção, antes de virar a onipotência à qual estou me referindo também empurra à vitória; as conquistas e a tradição levam a uma responsabilidade e cobrança natural de quem veste a camisa amarela.
Pode-se evocar uma situação paradoxal: a mesma grandeza impõe uma exigência de vitória mas, quando se descola da realidade (a de que existem outras potências no futebol), apresenta o traço infantilizado: a derrota é inadmissível.
Dito de outro modo, quando a realidade não confirma nossas expectativas idealizadas, o mais comum é a evocação de uma volta ao passado; de uma negação de qualquer qualidade que a seleção atual possa apresentar; no limite, de negar a grandeza brasileira no futebol, como se um insucesso fosse algo irrecuperável.
Lembra o drama de um grande amor não correspondido, uma promessa não entregue, um queixume diante de uma grandeza inalcançável.
Ao contrário, viver a grandeza da seleção sem cair na idealização faria bem a nós, como torcedores.
Poder sustentar nosso passado glorioso nos arriscando a cada vez, pondo à prova nosso futebol e exigindo respeito à camisa – deixando de lado, no entanto, a onipotência que não vislumbra derrotas e fracassos como possibilidades da vida real.
É entrar em contato com a angústia de não saber o resultado, de não controlá-lo em nosso imaginário.
Não saber o resultado é, justamente, o que dá graça ao jogo.
É arriscar-se ao amor.
Vamos, Brasil!!
🇧🇷🏆
02/07/2026
Seguem os resultados dos amistosos da Copinha 2026 - nossa preparação para a competição:
categoria sub8
26/06/2026
No blog Chutebol, o registro e as fotos do lindo Torneio Interno de julho!
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"Agradecemos o apoio e carinho de nossa empolgada torcida!
O Torneio Interno é parte fundamental do processo competitivo do ano: lidar com as cobranças, executar planos de jogo, evoluir no desempenho – além da gangorra emocional que uma competição impõe.
Os professores têm a oportunidade de avaliar o desenvolvimento de cada um e dos grupos, e a partir disso orientar o plano pedagógico.
Tudo isso só faz sentido dentro de uma concepção de cuidado no meio esportivo, para que cada aluno amadureça em seu próprio ritmo – mas sempre atento às demandas do grupo.
Nessa troca entre os aspectos individuais e coletivos está toda a riqueza educativa que o esporte pode oferecer.
Aquele abraço, saudações esportivas e até a próxima!"
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📷
18/06/2026
"A Copa do Mundo é das crianças.
🤸🏼
As questões políticas, o marketing esportivo, a pressão incalculável por desempenho, os sites de apostas, o fanatismo – e qualquer outra questão que atravesse a competição, nada consegue ser mais importante do que as partidas, a competição em si.
A magia do futebol reside na fantasia infantil de fazer as melhores jogadas, imaginar-se jogando por si e pelos seus, comemorando com gestos criados e imitados; no imaginário de sentir-se herói representando um time-nação.
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É na fruição do devaneio que surge a fagulha de excitação da Copa do Mundo, com todos os problemas (graves e terrivelmente reais) que ela cria, traduz, nega ou joga luz.
A retomada das pinturas de rua, os enfeites, os bolões que não valem dinheiro, o conhecimento de times e jogadores nada famosos e, claro, o álbum de figurinhas.
As trocas de figurinhas, o jogo de bafo – os encontros.
Devanear, imaginar e sonhar são atos, físicos e psíquicos, de causa e efeito do brincar.
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À medida em que os jogos esquentam, que os palpites convergem ou colidem em análises intermináveis, vão-se criando expectativas sobre heróis e vilões; não interessa se por um aficcionado desde a infância, ou por um aventureiro que recém descobriu o esporte.
Tudo isso, que chega aos píncaros do profissionalismo e da pressão por resultados começa, repousa e se justif**a pelo impacto psíquico, individual e coletivo, da brincadeira como necessidade fundamental do ser humano.
🤸🏼
Ninguém entra pra disputar uma boa pelada pela fisiologia da coisa. Não que ela não exista. Mas o que existe, antes dela, é o brincar de bola.
E isso devemos às crianças.
Jamais esqueçamos.
Aquele abraço, saudações esportivas"
03/06/2026
Já se inscreveu no Camp de Férias do Chutebol?!
⚽🤸🏼
Durante o período, a meninada vai bater uma bola e se divertir com a nossa equipe: treinos e atividades lúdicas e esportivas no campo; pausa para lanchinho e ducha natural / piscina; e volta para o campo para jogar com os amigos!
🗓️ Datas: de 20 a 24 de Julho (inclusive)
Turmas: 6 a 8 anos / 9 a 12 anos
Horário: 14h às 18h
Local: Clube dos Macacos (Rua Pacheco Leão, 2038)
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Não vai perder essa, né?!
Até lá!🙌🏼