Tempo de Fundo - Atividades Subaquáticas

Tempo de Fundo - Atividades Subaquáticas

Compartilhar

Escola/Operadora de Mergulho Nossos oceanos, rios, lagos, lagunas até mesmo uma signif**ante poça de maré corre perigo imediato. Sejam bem vindos.

Envenenamos nossas águas como se não dependêssemos delas, esquecendo da onde viemos, renegando o berço da vida. Essa fan page dedica-se a mostrar as maravilhas dos nossos oceanos, mas também a denunciar as mazelas por que passa a nossa fonte da vida, a água

A mais tradicional escola de mergulho localizada na cidade de Niterói no estado do Rio de Janeiro apresenta agora sua página no Facebook. Nos

17/08/2026

BENDS — A DOENÇA DAS CURVAS

Você já parou para pensar de onde veio o termo “Bends”, tão conhecido no mundo do mergulho?

Essa história começa no século XIX, muito antes dos computadores de mergulho, das câmaras hiperbáricas modernas e de todo o conhecimento que temos hoje sobre descompressão.

Durante a construção da Ponte do Brooklyn, nos Estados Unidos, trabalhadores passavam horas dentro de enormes caixões pneumáticos, estruturas pressurizadas que permitiam trabalhar no fundo do rio.

Ao deixar esses ambientes sob pressão e retornar à pressão atmosférica, muitos trabalhadores apresentavam fortes dores, principalmente nas articulações, além de outros sintomas graves. Alguns f**avam andando encurvados por causa das dores.

Essa postura lembrava uma moda feminina americana muito popular entre as décadas de 1860 e 1870, conhecida como “Grecian Bend”. A semelhança acabou dando origem ao termo “Bends”, utilizado para descrever a doença descompressiva — a chamada doença das curvas.

Mas essa história não ficou nos caixões da Ponte do Brooklyn.

Com o desenvolvimento do mergulho, a mesma questão passou a fazer parte da rotina de milhares de profissionais que trabalham sob pressão.

A doença descompressiva pode estar relacionada tanto ao mergulho com ar comprimido, como em operações de menor profundidade, quanto ao mergulho profundo com misturas gasosas, utilizado em operações que podem alcançar grandes profundidades.

Ou seja: não é uma doença restrita a uma única modalidade de mergulho.

Ela pode fazer parte da realidade de diferentes categorias e profissionais do mergulho — desde aqueles que trabalham em operadoras e passam grande parte do tempo na água, como Dive Masters, até os profissionais envolvidos em operações profundas e de maior complexidade.

E existe um ponto que precisa ser lembrado:

Mesmo com todo o aparato que temos atualmente — tabelas, computadores de mergulho, câmaras hiperbáricas, protocolos e equipamentos modernos — o mergulhador continua suscetível aos efeitos da pressão e da descompressão.

E algumas consequências podem aparecer muito tempo depois.

A osteonecrose disbárica pode permanecer assintomática, principalmente em suas fases iniciais. Isso signif**a que podem existir alterações ósseas sem que o mergulhador apresente dor ou qualquer sinal evidente naquele momento. Estudos médicos publicados no PubMed descrevem justamente essa possibilidade e mostram a importância dos exames de imagem para a identif**ação dessas alterações.

Na Classif**ação Internacional de Doenças — CID-10, da Organização Mundial da Saúde, encontramos:

T70.3 — Mal dos caixões [doença de descompressão].

E existe também uma classif**ação específ**a para a consequência óssea:

M90.3 — Osteonecrose em “mal dos caixões”.

A CID é uma classif**ação internacional da Organização Mundial da Saúde, e não uma classif**ação criada especif**amente pelo Brasil.

A PRESSÃO TAMBÉM DEIXA MARCAS NA NATUREZA

E aqui aparece uma parte fascinante dessa história.

A questão da pressão não envolve somente o ser humano.

Mamíferos marinhos, como as baleias, possuem adaptações fisiológicas extraordinárias para realizar mergulhos profundos. Eles nasceram adaptados para esse ambiente e desenvolveram mecanismos naturais que reduzem muito os efeitos da pressão.

Em estudos realizados depois da morte de alguns desses animais, pesquisadores encontraram algo impressionante em seus ossos.

Em um estudo com 16 cachalotes, foram encontradas lesões de osteonecrose em diferentes estruturas ósseas. Os pesquisadores observaram que essas lesões aumentavam de acordo com o tamanho dos animais e consideraram o disbarismo uma explicação provável para os achados.

Mais recentemente, um estudo publicado em 2025 examinou cinco baleias-piloto encalhadas utilizando tomografia computadorizada e análise histológica. Em três dos animais foram identif**adas lesões ósseas compatíveis com osteonecrose disbárica.

E é justamente aqui que existe uma diferença fascinante entre nós e esses animais.

Nós não temos as mesmas adaptações fisiológicas desses animais. O ser humano não evoluiu para viver sob as enormes pressões das profundidades. Precisamos recorrer à tecnologia, aos equipamentos, aos procedimentos e ao conhecimento acumulado pela medicina do mergulho para realizar essas atividades. Mesmo assim, nosso organismo continua suscetível aos efeitos da pressão e da descompressão, inclusive à dor e às consequências tardias que podem atingir os ossos.

Esses animais, por outro lado, desenvolveram ao longo da evolução mecanismos naturais extraordinários para suportar o ambiente de grandes profundidades. É justamente essa diferença que torna tão interessante o estudo de seus organismos e de seus ossos.

E foi justamente através desses estudos que a ciência encontrou, depois da morte de alguns desses animais, alterações ósseas compatíveis com osteonecrose disbárica. São marcas que permanecem registradas nos ossos depois de uma vida inteira submetida às enormes variações de pressão do ambiente marinho.

Isso mostra como a pressão pode deixar marcas profundas no organismo — tanto no ser humano quanto em animais que passaram milhões de anos desenvolvendo adaptações para viver e mergulhar nesse ambiente.

UM LEMBRETE PARA QUEM TRABALHA COM MERGULHO

A história dos Bends não é apenas uma história antiga dos trabalhadores dos caixões pneumáticos.

Ela faz parte da própria história do mergulho.

Começou nas grandes obras de engenharia do século XIX, passou pelos primeiros estudos médicos sobre os efeitos da pressão e chegou ao mergulho profissional e profundo que conhecemos hoje.

Hoje temos computadores, tabelas, câmaras hiperbáricas, equipamentos modernos e muito mais conhecimento.

Mas o corpo humano continua sendo o mesmo corpo humano diante da pressão.

Por isso, conhecer essa história é também conhecer uma parte da história da nossa própria profissão.

E f**a o lembrete:

a doença descompressiva é reconhecida internacionalmente, e a osteonecrose disbárica também está registrada na Classif**ação Internacional de Doenças.

Não é apenas uma história antiga.

É uma realidade que merece ser conhecida por todos aqueles que trabalham no mergulho.

Fontes: PubMed — estudos científicos sobre doença descompressiva, osteonecrose disbárica, história da doença dos caixões e fisiologia do mergulho.

16/03/2026
16/03/2026

There has been a lot of buzz over the new Bigg's killer whales making the rounds in the Salish Sea within the last week—one of the most unique features of these visitors is the cookiecutter shark bite scars on their saddle patches.

A cookiecutter shark is a small, parasitic shark that feeds on other marine animals by biting chunks of tissue and muscle. The bites do not kill, but they do leave distinct, circular wounds that typically become scars and tend to persist over time. While only scattered records exist, this species is likely cosmopolitan and inhabits most warm, deep waters.

Killer whales all around the world have been documented with cookiecutter shark bite scars. In our latest paper (Luck et al., 2026), we documented these scars on killer whales in Alaska, northern Japan, the Crozet Islands, and the Azores (see example images in the comments). Some of these killer whales were in regions outside the cookiecutter shark's known range, suggesting they likely traveled to warmer waters and were bitten by the sharks there.

Where did the "mystery trio" acquire their scars? It's difficult to say. Based on sighting records, we know that they spent time in southcentral Alaska last year, but there are no cookiecutter sharks here. The closest records of cookiecutter sharks are from southern California, which could fall within the range of these killer whales (Ebert et al., 2015). Alternatively, they may have traveled even farther; three Bigg's killer whales tagged in the Aleutian Islands and Bering Sea were documented making a rapid journey to the subtropical waters of the central North Pacific (Matkin and Durban, 2011), suggesting that some killer whales in Alaska spend at least part of their time in warmer regions.

References:

Luck, E., Reeves, I.M., Terrapon, M. et al. A global image-based data repository of killer whale interactions with elasmobranchs. Sci Data 13, 353 (2026). https://doi.org/10.1038/s41597-026-06740-3

Ebert, D., Pien, C., and Kamikawa, D. (2015). Confirmation of the cookiecutter shark, Isistius brasiliensis, from the eastern North Pacific Ocean (Squaliformes: Dalatiidae). Mar. Biodivers. Rec. 8. 1-3. 10.1017/S1755267215000962.

Matkin, C. and Durban, J. (2011). Killer whales in Alaskan waters. Whalewatcher, 40 (1). American Cetacean Society.

13/03/2026

Onde a geografia encontra a vida, nasce uma obra-prima que levou mil dias para ser concluída.
Anton Thomas não apenas desenhou um mapa; ele mapeou a alma selvagem do nosso planeta. Durante três anos exaustivos, ele usou caneta e lápis para dar vida a 1.642 animais, cada um posicionado exatamente onde vive na natureza. Das profundezas dos oceanos aos picos das montanhas, o "Wild World" ignora as divisões criadas pelo homem para mostrar a conexão real entre as espécies e a terra.
Um esforço monumental de 4.000 horas que nos convida a redescobrir o mundo através dos olhos de quem o habita. Mais do que cartografia, é uma declaração de amor à biodiversidade que nos lembra da riqueza que ainda temos o dever de proteger.

Get rid: Snorkellers warned over 84,000 full-face masks 07/03/2026

Mergulhadores são alertados sobre riscos de mais de 84.000 máscaras full-face.

Get rid: Snorkellers warned over 84,000 full-face masks US safety regulators have issued a warning to snorkellers concerning tens of thousands of full-face snorkel masks sold online, following reports of breathing

04/03/2026

Senhores (as),

Cumprimentando-os cordialmente, o Ministério da Pesca e Aquicultura comunica acerca da realização das Oitivas Públicas referentes à criação de Unidade de Conservação (UC) estadual marinha no município do Rio de Janeiro – RJ, organizadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
A Consulta Pública será realizada por meio de dois encontros presenciais, nos dias 05 de março de 2026 e 07 de abril de 2026 (a confirmar), das 8h30 às 12h30, no CDesign Hotel, localizado na Avenida Lúcio Costa, nº 17.360, Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ, CEP 22795-009.
Conforme informado no Ofício INEA/DIRBAPE nº 82/2026, encaminhado pela Diretoria de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do Instituto Estadual do Ambiente - INEA/DIRBAPE, no dia 07 de fevereiro de 2026, a iniciativa de criação da UC foi motivada pela necessidade de conciliar a proteção da biodiversidade com o uso e a manutenção dos recursos marinhos na região das praias selvagens do Rio de Janeiro.
Na oitiva do dia 05 de março, será apresentada, ainda, proposta de criação de um corredor ecológico marinho associado, fortalecendo a conexão entre as Unidades de Conservação marinho-costeiras da região e o Hope Spot das Ilhas Cagarras e Águas do Entorno. As oitivas integram o processo de Consulta Pública, conforme previsto na Lei Federal nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).
Desta forma, encaminha-se em anexo o Convite e o Card de divulgação para a primeira Oitiva Pública, bem como Ofício recebido pelo MPA.
Mais informações sobre a proposta podem ser obtidas no portal do INEA, por meio do endereço eletrônico: https://www.inea.rj.gov.br/criacao-de-unidade-de-conservacao-marinha/.
Considerando a relevância do tema, sugere-se a ampla divulgação da Consulta Pública.

Atenciosamente,

SANDRA SILVESTRE DE SOUZA
Secretária Executiva
Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Demersais das Regiões Sudeste e Sul
Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Pelágicos das Regiões Sudeste e Sul
Ministério da Pesca e Aquicultura

Quer que seu negócio seja a primeira Academia em Niterói?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Localização

Categoria

Telefone

Endereço


Rua Um, Casa 60/Maravista
Niterói, RJ
24340-190

Horário de Funcionamento

Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 17:00
Domingo 09:00 - 17:00