Valéria Alano Personal Trainer

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Pratique exercícios físicos regularmente
03/10/2017

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06/05/2014

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Feriadão de atividades fisicas orientadas!! Esperamos por vcs!!!
30/04/2014

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Após um longo feriado...aguardo vcs meus queridos alunos!! Nosso treinamento não pode parar!!!!
22/04/2014

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04/04/2014

Um sorriso, um olá, uma palavra.


Texto Produzido pela Profa. Doutoranda Claudia Lunardi
Até meus 25 anos, entrei pouquíssimas vezes em um hospital. Não tinha noção da importância de um sorriso, de um olá, de uma palavra. Ao completar os 26 anos, ingressei em um enfermaria infantil. Por lá permaneci durante três anos. Por lá, sorri diariamente, gargalhei prazerosamente na companhia de seres tão iluminados, tão queridos, mas ao mesmo tempo, tão carentes.
Tive o ensinamento de uma grande colega pedagoga, que me fez sorrir com eles. Essa amiga me ensinou o valor de um pequeno sorriso, de um simples olá, de um “e aí jurureba1?”. O mínimo de atenção que oferecemos a um paciente pode ser o único momento de satisfação e felicidade que terá em seu dia e, quem sabe, em sua semana.
Residir em um hospital
Trabalhar 8 horas diárias dentro de um hospital é cansativo. Imagine viver em um. Quem vive em um hospital, o faz por necessidade, não por opção ou escolha. Acredito que seja difícil para qualquer um se imaginar morando em um hospital. Por isso, recomendo a leitura do livro: Pulmão de aço2, escrito por Eliana. A autora relata a rotina de crianças (hoje adultos) com sequelas graves de poliomielite3, possibilitando assim, um melhor entendimento e conhecimento dos desejos e anseios de um ser infante residente de um quarto hospitalar.
Prefiro não descrever de forma mais detalhada o livro para manter ou aguçar maior interesse pelo mesmo, no entanto, gostaria de salientar que é uma leitura rápida, magnífica e gratificante. Essa obra nos desperta para uma outra realidade, geralmente, muito distante e inimaginável para nós, indivíduos “andantes, respirantes” e independentes.

Experiência própria
Meu pai permaneceu internado 15 dias devido a uma cirurgia de urgência. Acompanhei-o durante 4 dias no hospital e vivi a realidade da falta/inexistência de atenção, em especial, de um sorriso. Seu Francisco, meu pai, é um homem que não “perde a piada”, independente da situação, ele faz o possível para as pessoas sorrirem.
Por incrível que pareça, no hospital, meu pai recebeu poucos sorrisos das pessoas que o atenderam. Na verdade, foram poucos os profissionais que conversaram ou dedicaram um pouco mais de atenção para ele, quem dirá rir com ele. Mesmo deprimido (por estar há 7 dias internado) meu pai tentou inúmeras vezes proporcionar um sorriso a quem se aproximou dele, no entanto, apenas eu gargalhava de ver a falta de sensibilidade dos profissionais que lhe atendiam (tem que rir para não desesperar).
O paciente não tem culpa de você estar onde está, não sabe dos seus problemas em casa, não imagina que você tem contas a pagar; enfim, o paciente não tem qualquer tipo de dever com você, a não ser o respeito. Da mesma forma, nós profissionais da área da saúde devemos respeito aos nossos pacientes, e respeito inclui um sorriso, um olá e uma palavra (ao menos no meu entendimento).
A vida
Quando eu tinha cerca de 8 anos, admirava a capacidade que uma amiga tinha para interagir com as pessoas. Eu achava incrível ela conseguir cruzar na rua por um estranho e dizer: “Bom dia, tudo bem?”. Minha admiração (ou vergonha) era tanta que criei a meta de dar, no mínimo, um “oi” por dia para desconhecidos na rua.
O primeiro “oi” foi muito tímido, acho que a pessoa nem ouviu, mas foi o passo inicial para os meus “ois”. É prazeroso demais cumprimentar quem não conhecemos, sorrir para quem pode estar necessitando de um sorriso. Fazer sorrir se torna um hábito impensado e viciante.
Acredito que devemos extrapolar o sorriso para todas as pessoas, seja para alunos, idosos, mendigos, funcionários, amigos, desconhecidos, chefes, vizinhos…
Enfim…
Não sou pior ou melhor que alguém por dizer um oi ou sorrir. Mas me sinto imensamente melhor ao saber que posso ter auxiliado alguém em um dia ruim.
Sinta-se a vontade para tentar.
1 Na linguagem de minha colega é o mesmo que: olá, tudo bem?
2 Zagui, Eliana. Pulmão de aço. 2012. Belaletra Editora. São Paulo.
3 Poliomielite ou paralisia infantil é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por quadro de paralisia flácida, de início súbito. Esta doença encontra-se erradicada no país desde o início dos anos 90, em virtude do êxito da política de prevenção, vigilância e controle desenvolvida pelos três níveis do Sistema Único de Saúde.

03/04/2014
Tenham todos uma maravilhosa semana!!
31/03/2014

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