O futebol vai além do seu aspecto esportivo, através do seu caráter extremamente popular e da paixão envolvida, se tornou num dos mais marcantes traços da cultura do povo brasileiro. Por isso já há algum tempo é nítida a tentativa de apropriação do futebol p
elo mercado de natureza capitalista. A classe que tem o poder da sociedade através do capital se apropria das produções da humanidade como a arte, o esporte e a ciência para se gerar lucro. Para que se torne algo rentável é necessário acabar ou modif**ar com suas características que foram sendo moldadas através de décadas onde o futebol era um esporte popular. O Cruzeiro surgiu através da união de trabalhadores imigrantes, a maioria da construção civil, que queriam construir um clube para um setor da população segregado. Logo se abriu para todas as pessoas da cidade, não se limitou a colônia italiana e sua torcida cresceu em torno desse caráter popular. Acreditamos que o futebol pode também ser revolucionário, é nítido o recorte de classes no meio futebolístico e podemos fazer essa luta com os torcedores. A Resistência Azul Popular surge da fundição da luta anticapitalista com a paixão pelo Cruzeiro, um clube que sempre que teve que enfrentar o poder vigente, seja pelas perseguições na segunda guerra mundial por ser um clube de origem italiana, nunca recebeu doações de terrenos que era feita aos outros clubes da cidade sem contar que a mídia girava em torno dos outros clubes que já estavam consolidados. Porém tudo isso foi superado com uma única coisa: Futebol. O Cruzeiro superou todas as barreiras com um futebol habilidoso, veloz, de toque de bola e vistoso. Futebol bonito e ofensivo se tornou o DNA do clube e sua torcida se multiplicou numa velocidade incrível, que gerou o apelido China Azul. A Resistência Azul Popular não enxerga os torcedores de outros times como inimigos, os demais clubes também tem na composição de sua torcida trabalhadores que estão sendo excluídos do futebol através do Mercado que visa o lucro. Nossos inimigos são os cartolas, as empresas e políticos que contribuem com essa gentrif**ação do futebol, transformando os estádios lotados, bandeiras com mastros, papel picado, sinalizadores e instrumentos musicais em Arenas frias, onde o expectador deve se comportar como se tivesse assistindo um filme no cinema. A Resistência Azul Popular combate implacavelmente a homofobia, em hipótese alguma permitiremos discurso de ódio contra a comunidade LGBTT. O futebol é um dos meios mais homofóbicos do Brasil e lutamos pelo direito de todos terem a liberdade da sua orientação sexual. A Resistência Azul Popular combate de todas as formas o racismo. Tentam passar para a população que o racismo é coisa do passado, principalmente no futebol, mas o que não falta são exemplos, inclusive no Brasil, de discurso de ódio e preconceitos contra os negros. Não deixaremos passar grupos nazifascistas que usam as torcidas para espalhar o ódio racial. A Resistência Azul Popular não admite machismo em suas fileiras. As mulheres tem o direito de frequentar os estádios sem que se sintam constrangidas, ou se sintam inseguras com atos machistas praticados pelos torcedores. Não mediremos esforços para ampliar os espaços de discussão contra o machismo entre os torcedores. A Resistência Azul Popular não admite xenofobia e não recuaremos diante grupos fascistas ultranacionalistas. Além de uma opressão, ser xenofóbico é não saber da história do Cruzeiro, fundado por imigrantes italianos que sofreram desse preconceito. Além de desconsiderar tantos jogadores estrangeiros que honraram a nossa camisa. A Resistência Azul Popular acredita que só é possível obter o direito à vida plena com a abolição do trabalho alienado, consequente da destruição do capitalismo, enfim, luta arduamente contra todas as mazelas do capitalismo, dentro e fora dos estádios. Nossa torcida não é de merxs espectadorxs de partidas de futebol e da luta de classes, somos expressão do que há de mais ativo nas arquibancadas e na luta anticapitalista. Nossa bandeira abriga todxs xs lutadorxs exploradxs e oprimidxs que encontram no Cruzeiro um alento, não apenas para torcer, mas, sobretudo, para lutar por nossa causa.A Resistência Azul Popular é contra o Futebol Moderno, queremos os estádios com a festa popular de antigamente, o futebol moderno contribui com a elitização dos estádios e o afastamento dos torcedores com renda mais baixa, que sempre foram maioria nos estádios. Por isso somos totalmente contra a MINAS ARENA, que através de um consórcio controverso, a beira de se ter uma CPI de tantas irregularidades, transformou o Mineirão num estádio privado e que qualquer prejuízo será pago pelo Estado, ou seja, nosso dinheiro. Porém o lucro não é socializado, f**a apenas no bolso da MINAS ARENA
A Resistência Azul Popular combate a política ditadora da CBF e suas federações. Deixando clubes e jogadores presos dentro de suas regras para garantir o seu lucro. Inclusive manifestações das torcidas nos estádios foram proibidas pela CBF. Pela Autogestão dos clubes, queremos o fim da CBF.
10/08/2026
Com uma bem-sucedida promoção, o Cruzeiro bateu ontem o seu recorde de público no campeonato, demonstrando mais uma vez a importância de ingressos mais acessíveis.
A RAP esteve presente no Mineirão lotado comemorando os seus 11 anos de atuação!
06/08/2026
RAP presente na classif**ação do para as quartas de final da Copa do Brasil! ✊🦊
23/07/2026
A exemplo do que poderia ter ocorrido com o Estádio Mineirão, o Corinthians aproveitou a parada das competições durante a Copa do Mundo para colocar em prática o plano de retirada de cadeiras de mais um setor de seu estádio. Dessa forma, o clube paulista avançou mais um passo na adequação do estádio à cultura torcedora local. O setor norte, onde se concentram as torcidas organizadas, já tinha tido suas cadeiras retiradas imediatamente após a Copa do Mundo de 2014, o que levou a um aumento de 38% na capacidade do espaço. Com a posterior aprovação dos órgãos responsáveis, o setor sul também poderá ter sua capacidade elevada para 9 mil torcedores, totalizando assim 18 mil lugares sem cadeiras no estádio. Vale ressaltar que o setor visitante também foi contemplado, o que favorecerá a atmosfera dos jogos como um todo.
As obras, incluindo a instalação das barras antiesmagamento, levaram apenas dez dias e foram realizadas por um pequeno número de operários. Trata-se de mais um exemplo que demonstra a viabilidade e a agilidade do processo de retirada e de instalação de cadeiras. Assim como o Mineirão, a Arena Corinthians também será sede da Copa do Mundo Feminina de 2027, o que não inviabilizou a implantação de mais um setor festivo.
A onda de “desarenização” avança cada vez mais no Brasil, e o Mineirão infelizmente segue como um dos únicos estádios construídos ou reformados nos últimos anos a não ter um setor festivo sem cadeiras, embora já haja aprovação pelo Corpo de Bombeiros para a retirada dos assentos no anel inferior (amarelo e laranja).
23/07/2026
20/06/2026
Atualmente, mais de 117 milhões de pessoas encontram-se deslocadas à força em todo o mundo. O celebra a força e a coragem das pessoas que foram forçadas a deixar seu país de origem em função de conflitos, perseguições e violações de seus direitos.
O esporte é uma poderosa ferramenta de proteção, inclusão e esperança para pessoas refugiadas. O futebol e outras modalidades esportivas podem representar muito mais do que lazer: oferecem pertencimento e vínculos sociais, promove a saúde física e mental, eleva a autoestima e possibilita a convivência pacíf**a com as comunidades de acolhida.
Combater a xenofobia e acolher migrantes é um traço importante da história do Cruzeiro, um clube fundado por imigrantes que eram alvo de constantes hostilidades.
Refugiados são bem-vindos, fascistas não!
Fonte: ACNUR
11/06/2026
Pelada Ponta Esquerda: futebol, antifascismo e cruzeiridade!
Seguimos na mobilização pelo !
04/06/2026
29/05/2026
A RAP esteve presente nas mobilizações pelo desde o início. Em um momento decisivo para essa importante pauta, reforçamos nosso posicionamento antes do jogo que garantiu a classif**ação do Cruzeiro para as oitavas de final da Libertadores!
26/05/2026
12/05/2026
O Estádio Akron do Chivas Guadalajara é um dos mais modernos do México e será uma das sedes da Copa do Mundo. Há vários anos, o estádio conta com um setor sem cadeiras atrás de um dos gols onde se concentram as torcidas organizadas. A apenas um mês do início da Copa, o setor permanecia funcionando normalmente sem cadeiras, como visto na partida pelas quartas de final do Campeonato Mexicano no último dia 09/05. A entrega do estádio à FIFA só ocorre no próximo dia 13/05.
O exemplo mexicano reforça que a instalação temporária de cadeiras para competições da FIFA é algo viável e rápido. Nessa mesma linha, o Internacional já anunciou a instalação de assentos no setor festivo do Beira-Rio apenas durante a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027. Dessa forma, a realização da competição da FIFA no próximo ano não pode ser uma desculpa para retardar ainda mais a tão desejada retirada das cadeiras do setor amarelo do Mineirão. Já há, inclusive, a aprovação pelo Corpo de Bombeiros para a retirada dos assentos no anel inferior (amarelo e laranja). A imediata implantação do setor festivo seria uma importante forma de readequação do estádio à nossa cultura torcedora 13 anos após a sua reinauguração, além de trazer melhorias na segurança e na redução dos custos de manutenção.
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