CPYOGA

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Aulas de Yoga em Lisboa. Retiros e cursos de yoga. Blog sobre yoga, estilo de vida saudável, ayurvédica, yoganidra, meditação, pranayama, asanas.

Fundado oficialmente em 1986/7 pelo Prof. Carlos Rui e um grupo de alunos e praticantes de yoga, com o objectivo de dignificar, transmitir e divulgar a prática do yoga, o CPY tem vários centros credenciados. Em Portugal estamos localizados em Lisboa, Braga e Santo Tirso. Em Espanha em L’Eliana, Barcelona, Puçol, Torrent, Alzira, Valência. E no Uruguai, em Chuy. Criado em 1978, mas abrindo timidame

29/07/2026

Em agosto continuamos a praticar.

🗓️ Horários:
Segundas e Quartas:
18h10 · 19h20

Terças e Quintas:
08h00 · 10:00

Professor:
Ricardo Ferreira

As vagas são limitadas, por isso recomendamos que reserves com antecedência.
Contamos contigo!

📍CPYOGA LISBOA

20/07/2026

No sūtra anterior, Patañjali descreveu o desapego em relação aos objectos da experiência.

A mente aprende a reconhecer os limites do prazer e deixa gradualmente de depender dele.
Mas permanece uma questão fundamental: será possível eliminar completamente a raiz do desejo?

É precisamente esta questão que o Yoga Sūtra I.16 aborda.

Aqui, Patañjali apresenta uma forma superior de desapego que não resulta apenas do discernimento intelectual ou da disciplina contínua. Surge como consequência directa do conhecimento de Puruṣa, a consciência pura.

Com este aforismo, o Yoga passa do domínio da purificação da mente para o domínio da realização espiritual propriamente dita.

Vídeo completo no nosso canal no YouTube

14/07/2026

Quando chegam as férias, tudo em ti pede uma pausa: sair da rotina, descobrir novos horizontes, sentir o tempo a abrandar. Ir à praia, ao campo, viajar ou simplesmente não fazer nada é essencial — não só para recuperar energias, mas também para dar descanso à mente. E sabe mesmo bem fazê-lo.

Mas, depois de uns dias de descompressão, algo dentro de ti chama: o tapete. O corpo começa a pedir movimento. A respiração, presença. A mente, silêncio. E voltas à prática. Aos sons do Ujjayi, à escuta do corpo, à ligação com aquilo que te é essencial. Basta um momento no tapete para te lembrares: a prática está sempre lá para ti — e vale sempre a pena manteres a tua determinação.

Se estás a viajar, não compliques. Leva o essencial: o teu tapete de viagem, um cinto, roupa confortável. Se tiveres uma condição específica, leva o que precisares — o resto (mantas, almofadas, cadeiras), encontras facilmente. Facilita a tua vida: menos logística, mais liberdade.

E quanto ao melhor horário para praticar?

De manhã cedo costuma ser a melhor opção: a casa está tranquila, a família ainda dorme, e tu começas o dia com clareza e boa energia. Ainda sobra tempo para preparares o pequeno-almoço com leveza e bom humor.

A meio do dia é mais desafiante. É quando toda a gente está focada nas refeições, e a tranquilidade é rara. Ou tens um espaço só teu, ou precisas de alguma criatividade e diplomacia para encontrares esse tempo — o que nem sempre é fácil.

Ao fim da tarde, enquanto todos se preparam para o jantar ou para sair, pode ser o momento ideal: escapas-te discretamente e tens aquele tempo só para ti, antes que deem pela tua falta.

À noite, se a casa já está em silêncio, a prática pode tornar-se uma ponte suave para um sono profundo. Escolhe um jantar leve e deixa que o yoga te acompanhe até aos lençóis.
No entanto, no CPYOGA, as práticas continuam! Durante o mês de julho, mantemos os horários habituais, e em agosto teremos novos horários disponíveis para que possas continuar a praticar — com flexibilidade, presença e consistência.

08/07/2026

Entre os dois grandes pilares do Yoga apresentados por Patañjali — abhyāsa (prática) e vairāgya (desapego) — este último é frequentemente mal compreendido. Muitas vezes associa-se o desapego à renúncia, à indiferença emocional ou ao afastamento da vida comum.
No entanto, o Yoga Sūtra apresenta uma visão muito diferente.

Vairāgya não significa abandonar o mundo, mas libertar a mente da dependência em relação aos objectos da experiência.
Trata-se de uma transformação interior que permite ao praticante agir, relacionar-se e viver plenamente sem ser arrastado pelos movimentos de atracção e repulsa que perturbam a estabilidade mental.

Vídeo completo no canal CPYOGA no YouTube.

01/07/2026

Em agosto o CPYOGA LISBOA mantém-se em funcionamento com aulas regulares.

🗓️ Horários:
Segundas e Quartas:
10h30 · 13h00 · 18h10 · 19h20

Terças e Quintas:
08h00 · 10:00 · 13h00

Professor:
Ricardo Ferreira

As vagas são limitadas, por isso recomendamos que reserves com antecedência.
Contamos contigo!

📍CPYOGA LISBOA

24/06/2026

Desidrata as tuas frutas e vegetais em casa.

Com o calor do verão, a fruta e os vegetais frescos fazem parte de qualquer refeição.
Mas por vezes, a desidratação é a melhor opção.

E apesar deste tipo de alimentos ter um preço elevado, se os fizeres em casa não só poupas bastante, como podes variar muito mais.

Mas têm outras vantagens:

Se vais de viagem, por exemplo, ou se não consegues mantê-los à temperatura conveniente, começam a fermentar e podem estragar-se rapidamente.

Se queres um snack rápido e prático, após a tua prática de yoga, por exemplo, uns pêssegos ou figos secos são uma óptima ideia para repores rapidamente a energia!

Em algumas confecções culinárias, a fruta ou vegetais secos são mais adequados.

Se te oferecem quilos de fruta ou vegetais, não deixes que se estraguem. Para além das habituais compotas, podes também experimentar desidratá-los e guardá-los num sítio seco para usares mais tarde, pois duram bastante.

Por vezes, desejamos simplesmente experimentar outras formas de consumir os alimentos, e então a desidratação pode ser também uma opção muito versátil.

O que necessitas de adquirir?

Apenas uma máquina de desidratação!
Já encontras estas máquinas à venda em vários locais, com diferentes opções, formatos e preços.
É só escolheres a mais adequada para ti, de acordo com o que pretendes.

17/06/2026

O problema central do Yoga, tal como formulado por Patañjali no Yoga Sutra, não é metafísico nem moral: é funcional.
A mente move-se. Oscila, reage, projeta, recorda, deseja e rejeita.
Esse movimento constante — as vṛttis — impede que a consciência permaneça estabelecida na sua própria natureza.

Depois de definir o Yoga como citta-vṛtti-nirodhaḥ (I.2), Patañjali apresenta, no sūtra I.12, os dois meios que tornam possível essa estabilização: abhyāsa e vairāgya.

Nos sūtras I.13 e I.14, ele especifica o que entende por prática e quais as condições que a tornam eficaz.
Estes três sūtras formam um bloco conceptual coerente.

O primeiro apresenta o princípio.
O segundo define tecnicamente a prática.
O terceiro estabelece os critérios da sua maturação.
Juntos, constituem a arquitetura da disciplina mental no Yoga clássico.

Vê o vídeo completo no nosso canal no YouTube.
Link na bio do nosso perfil, no topo da página.

09/06/2026

Os ajustamentos que aprendemos numa postura de pé básica, como o Tadásana, são a chave para todas as outras posturas deste grupo.

Estas posturas são conhecidas como Utthita Sthiti e marcam o nosso primeiro contacto consciente com o corpo exterior, na perspetiva do Yoga. Despertam a inteligência da sola dos pés, calcanhares, arcos, joelhos, ancas, ombros e coluna vertebral, guiando-nos numa viagem do exterior para o interior.

É por isso que praticamos descalços. Porque os pés, tantas vezes esquecidos e comprimidos durante mais de 12 horas por dia dentro de sapatos rígidos, precisam de espaço, atenção e liberdade.

Ao praticar descalço, vais reconquistar a força, mobilidade e sensibilidade natural dos teus pés. Com o tempo, serás capaz de ativar conscientemente cada dedo, sentir as diferentes zonas de apoio, e ajustar o teu corpo com mais equilíbrio e estabilidade.

A arquitetura dos pés foi evoluindo até nos permitir estar de pé, e agora, com o yoga, podemos refinar essa habilidade, tornando-nos mais conscientes do nosso corpo e da forma como nos movemos no mundo.

Vamos continuar esta viagem pelo corpo através dos ásanas, com foco em diferentes grupos de posturas.

Até lá, experimenta explorar o Tadásana com novos olhos, os teus pés vão agradecer.

🌀 Continua connosco nesta prática consciente — de dentro para fora.

05/06/2026

A memória é uma das funções mais discretas — e mais determinantes — da mente humana. Sem memória não existe aprendizagem, continuidade da prática nem transmissão do conhecimento. Não seria possível repetir um alinhamento, reconhecer um padrão respiratório ou amadurecer uma atitude interior se aquilo que foi vivido se apagasse a cada instante.
E, no entanto, no Yoga, a memória é também uma das formas mais eficazes de aprisionamento da mente. Ela transporta o passado para o presente, interpreta a experiência actual à luz do que já foi vivido e leva-nos, muitas vezes, a confundir recordar com ver.
No Yoga Sutra, Patañjali inclui smṛti entre as cinco modificações fundamentais da mente (citta-vṛtti-s). Esta inclusão não é acidental: a mente não sofre apenas por erro ou imaginação, mas também por repetição — e a repetição é, em larga medida, memória.

02/06/2026

O Yoga não é uma terapia, nem nunca pretendeu com as suas técnicas criar um receituário para resolver qualquer patologia.

O objectivo do Yoga é colocar à disposição do ser humano técnicas práticas para o conduzir na sua viagem e descoberta espiritual.

Chamamos a atenção particular para a memória (Smritayah) que se divide em dois tipos: consciente e inconsciente.

A memória consciente implica a recordação de experiências passadas.
A memória inconsciente é o sonho, estado onde a consciência se ausenta. Esta memória também tem duas partes: uma imaginaria e outra real.

Pode parecer estranho, mas na realidade nós não somos mais que simples memórias conscientes e inconscientes. Sem memória, deixamos de existir como ser, somos um aglomerado de funções fisiológicas.

Portanto, podemos presumir que qualquer estado de ansiedade patológico ou não, tem a sua raiz na forma como vivemos as nossas memórias conscientes e inconscientes.

E, seguramente, o viver destas memórias deixa um registo no nosso corpo, na fisicalidade e organicidade consciente e inconsciente.

O Yoga não separa corpo, mente e espírito. Eles fazem parte de um mesmo pacote.

A integração da fisicalidade e organicidade na consciência, e a sua desidentificação com a produção de actividade mental fazem parte da proposta do Yoga.

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