01/09/2026
As embalagens de alimentos com os rótulos “alto em sódio, açúcar adicionado e gordura saturada”, te levam a compressão para a escolha consciente daquilo que você vai levar pra casa .
É necessário também a compreensão dos riscos de não se movimentar, de não fazer exercício durante a gravidez.
A gestação aumenta os riscos para trombose, escolher o exercício na gravidez é uma maneira de prevenção.
A gestação é um estado fisiológico de resistência a insulina, um corpo preparado maneja esse estado e reduz o risco para diabetes gestacional. O exercício previne e controla a diabetes gestacional.
As adaptações cardiovasculares essenciais para gerar uma vida, também serão melhores se você estiver praticando exercício.
Escolher o exercício na gravidez é escolher saúde pra você e para o seu bebê .
Não orientar o exercício na gravidez, é prescrever doença .
29/08/2026
O retorno ao exercício é uma das prioridades no primeiro ano pós-parto.
A recomendação atual não é esperar seis semanas para começar a se movimentar. A mobilização com atividades leves, como caminhada, pode começar precocemente, conforme tolerância. Exercícios leves para a musculatura abdominal e treinamento dos músculos do assoalho pélvico também podem ser iniciados quando a mulher tiver capacidade para realizá-los.
Para avançar para exercícios de intensidade moderada a vigorosa, a recuperação precisa ser considerada. Incisões cirúrgicas ou lacerações perineais devem estar suficientemente cicatrizadas e a loquiação não deve
A diretriz recomenda iniciar ou retornar à atividade física moderada a vigorosa dentro das primeiras 12 semanas pós-parto para favorecer a saúde mental. A progressão deve ser gradual, individualizada e orientada pelos sintomas, considerando tipo de parto, complicações na gestação ou no pós-parto, recuperação física, saúde mental e nível prévio de atividade.
O objetivo ao longo do primeiro ano é acumular pelo menos 120 minutos semanais de atividade física moderada a vigorosa, distribuídos em quatro ou mais dias, combinando exercícios aeróbios e treinamento de força. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico é recomendado diariamente.
Não existe uma única semana que determine o retorno de todas as mulheres. Existe uma recuperação que precisa ser acompanhada e uma exposição ao exercício que precisa progredir de acordo com a resposta de cada puérpera.
Davenport MH, Ruchat SM, Jaramillo Garcia A, et al. 2025 Canadian guideline for physical activity, sedentary behaviour and sleep throughout the first year post partum. Br J Sports Med. 2025;59(8):515-526. doi:10.1136/bjsports-2025-109785.
15/08/2026
No Dia Internacional da Gestante, eu desejo que a mulher esteja no centro do cuidado.
Que sua saúde não seja resumida ao crescimento do bebê, ao resultado dos exames ou à via de parto. Gestação também é saúde cardiovascular, saúde mental, capacidade física, autonomia e qualidade da assistência recebida.
Ainda temos problemas importantes que atravessam esse período e que não deveriam ser naturalizados. Muitos deles podem ser prevenidos, identificados mais cedo ou manejados melhor quando existe acesso, acompanhamento e cuidado qualificado.
Cuidar da gestante é reconhecer que existe uma mulher antes, durante e depois da gravidez. E a qualidade desse cuidado pode mudar toda a trajetória dela.
14/08/2026
Por isso, exercício na gravidez não deveria ser resumido a uma “caminhadinha”, a um limite de 140 bpm ou a uma lista pronta de exercícios proibidos.
Prescrição precisa considerar o estado prévio e atual de saúde, a experiência com exercício, o condicionamento, os objetivos, as preferências e a resposta daquela gestante ao treino.
A evidência atual sustenta uma prática muito menos baseada em restrições genéricas e muito mais em avaliação, individualização e boa prescrição.
Menos medo. Mais critério. Mais individualização.
Artal R, O’Toole M. Guidelines of the American College of Obstetricians and Gynecologists for exercise during pregnancy and the postpartum period. Br J Sports Med. 2003;37(1):6-12. doi:10.1136/bjsm.37.1.6.
Mottola MF, Davenport MH, Ruchat SM, Davies GA, Poitras VJ, Gray CE, et al. 2019 Canadian guideline for physical activity throughout pregnancy. Br J Sports Med. 2018;52(21):1339-1346. doi:10.1136/bjsports-2018-100056.
10/08/2026
Mudanças biomecânicas fazem parte da gravidez. O problema começa quando uma alteração observada na literatura é transformada, automaticamente, em justificativa para restringir movimento.
A revisão de Conder et al. mostra justamente o contrário de uma resposta uniforme: há grande variabilidade entre estudos e entre mulheres. Em vários parâmetros, os achados são conflitantes, e os próprios autores destacam que diferenças morfológicas individuais podem modificar a forma como cada gestante responde biomecanicamente à gravidez.
Isso muda a forma de interpretar a biomecânica na prática. Um achado populacional pode ajudar a direcionar a observação, mas não deve ser usado isoladamente para decidir o que uma gestante pode ou não fazer.
A prescrição precisa continuar sendo individual: considerar função, sintomas, resposta ao exercício, demanda da tarefa, contexto clínico e obstétrico, experiência prévia e preferência da participante.
Reconhecer adaptações biomecânicas não significa criar medo do movimento ou proibições automáticas.
Referência: Conder R, Zamani R, Akrami M. The Biomechanics of Pregnancy: A Systematic Review. J Funct Morphol Kinesiol. 2019;4(4):72. doi:10.3390/jfmk4040072.
03/08/2026
Muitas gestantes escutam duas mensagens opostas no final da gravidez: antes de 37 semanas, “segura o treino para o bebê não nascer antes da hora”; depois de 37 semanas, “faz bastante exercício para entrar logo em trabalho de parto”.
Mas o corpo não funciona assim.
O início do trabalho de parto não pode ser reduzido a um evento mecânico, como caminhar, agachar, correr ou fazer leg press. Ele depende de uma cascata biológica complexa, envolvendo placenta, bebê, membranas fetais, útero e colo do útero.
Para o trabalho de parto acontecer, o corpo precisa passar por uma sequência de sinais hormonais, maturação fetal, ativação das membranas fetais, maior responsividade uterina e amadurecimento do colo do útero.
O colo precisa amolecer, apagar e dilatar.
Por isso, exercício físico não induz o trabalho de parto. Nem antes, nem depois de 37 semanas.
O treino não é um gatilho do parto. Ele é parte do cuidado pré-natal, com benefícios associados à redução do risco de complicações obstétricas, como ganho de peso gestacional excessivo, diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos, parto cesáreo e prematuridade.
Referência: Smith R. Parturition. N Engl J Med. 2007;356:271–283.