14/08/2026
MANIFESTO CDC +10
Democracia sempre!
Pela vitória de Lula, de Haddad e do povo!
Dez anos após sua fundação, o Coletivo Democracia Corinthiana (CDC) celebra uma década de luta com os olhos voltados para o futuro. Nascemos no enfrentamento ao golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff. Desde então, somos resistência. Fomos voz ativa contra os governos entreguistas de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Apoiamos, nas ruas e nas redes, a eleição do presidente Lula e seu governo de reconstrução do Brasil.
Enquanto lutávamos pela democracia, não deixamos de levantar a bandeira do corinthianismo. Em todo esse percurso, carregamos a certeza de que o futebol e a política se encontram na defesa dos direitos do povo. Dialogamos com os mais diversos setores da sociedade e ajudamos a defender uma nova rota para o País, sem deixar de reconhecer as insuficiências e limitações deste ciclo. Para nós, corinthianismo nunca foi apenas paixão por um clube. É também uma forma de compreender a democracia: participação, igualdade, liberdade, solidariedade e disposição para enfrentar aqueles que tentam transformar o futebol – ou o País – em território de poucos.
Em 2026, ao completar sua primeira década de vida, o CDC atualiza seu manifesto à luz da realidade do Brasil. É ano de mais uma eleição presidencial decisiva, na qual as forças democráticas e progressistas são, mais uma vez, chamadas a derrotar a extrema direita. Jair Bolsonaro foi derrotado nas urnas e condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito em 2022. Hoje, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária.
Mas seu projeto de destruição da democracia e de retrocesso social – que ainda conta com bancadas expressivas no Congresso e governadores aliados – segue à espreita, ameaçando o País por meio de seus herdeiros políticos.
Nessa encruzilhada, o CDC toma partido – em defesa da democracia, da justiça social, dos direitos dos trabalhadores, da soberania nacional e do progresso, contra o risco fascista representado pelo bolsonarismo.
O terceiro governo Lula tem números e entregas para mostrar. A taxa de desemprego é a menor da série histórica iniciada em 2012, enquanto a população ocupada atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas. O salário mínimo está em recuperação, com forte alta acumulada desde 2022. A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil beneficia representa mais dinheiro no bolso de cerca de 16 milhões de trabalhadores. O combate à fome voltou ao centro das políticas públicas e tirou o País do Mapa da Fome da FAO, levando comida e dignidade de volta à casa de milhões de brasileiros. São avanços importantes, mas não suficientes.
O Brasil ainda convive com desigualdades profundas, informalidade elevada e serviços públicos que precisam ser fortalecidos. A estrutura econômica exige mais desenvolvimento, industrialização, distribuição de renda e soberania – e é para isso que precisamos avançar. Que o Brasil avance não apenas preservar as conquistas – mas para enfrentar os problemas que permanecem. São Paulo também está diante de uma escolha decisiva.
Queremos um estado que ponha o desenvolvimento, o emprego, os serviços públicos, a educação, a saúde, a cultura e a qualidade de vida do povo no centro de suas prioridades. Queremos que São Paulo dialogue com o projeto de reconstrução nacional e esteja à altura da importância econômica, social e política que ocupa no Brasil. É nesse contexto que os membros do CDC, reunidos em Assembleia Geral nesta data, deliberam e conclamam a uma grande mobilização para:
Apoiar a reeleição do presidente Lula, garantindo a continuidade das políticas de inclusão, de soberania nacional e de defesa das instituições democráticas;
Apoiar a candidatura de Fernando Haddad ao governo do estado de São Paulo, para encerrar o ciclo de sucateamento dos serviços públicos, privatizações desenfreadas e desvalorização da saúde, do transporte e da educação paulistas, além de enfrentar a violência que atinge sobretudo as periferias e os altos índices de feminicídio;
Apoiar a eleição de um Congresso Nacional e de uma Assembleia Legislativa de São Paulo progressistas, elegendo parlamentares comprometidos com a democracia, o desenvolvimento soberano, a pauta da classe trabalhadora, a igualdade racial e os direitos das mulheres, da população LGBTQIA+, dos povos originários e das periferias. Em 1982, jogadores do Corinthians, sob a liderança de Sócrates, Casagrande e Wladimir, ousaram enfrentar a ditadura militar e participar do movimento pelas Diretas Já.
Dentro do clube, decidiram coletivamente, pelo voto, questões que tradicionalmente eram impostas de cima para baixo. Fora dele, levaram às ruas e aos campos a defesa da democracia.
A Democracia Corinthiana tornou-se parte da história do Corinthians e da luta pela redemocratização do Brasil. Dez anos depois de sua fundação, é essa tradição que o CDC reivindica como inspiração para o presente. Democracia não é apenas uma palavra bonita: é participação, liberdade, igualdade e direito de decidir os rumos do País.
Que o exemplo de Sócrates, Wladimir, Casagrande e de tantos outros corinthianos que fizeram da democracia uma bandeira continue a nos inspirar na busca do voto consciente, na mobilização popular e na construção de novos – e virtuosos – capítulos de nossa História!
“Ganhar ou perder, mas sempre com democracia.” O Corinthians é povo. A democracia, também.
Há dez anos, o Coletivo Democracia Corinthiana escolheu defender esses valores – e não vamos parar!
É hora de eleger Lula e Haddad! É hora de avançar ainda mais no Brasil!
São Paulo, 10 de agosto de 2026
Coletivo Democracia Corinthiana (CDC)